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Inflação da baixa renda mantém-se concentrada em escolas e transportes

RIO - A alta de 0,72% do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) em janeiro - influenciada pelo aumento dos preços dos ônibus urbanos e das mensalidades escolares - não pode ser considerada uma tendência para os próximos meses, apesar de ter sido o mais elevado resultado desde os 1,29% de junho do ano passado. De acordo com o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), sem os dois itens de maior impacto, o índice teria apresentado deflação de 0,02%.

Valor Online |

" Apesar de elevado, o resultado não é proveniente de um aumento generalizado. Portanto, ainda podemos dizer que há uma tendência de desaceleração do índice " , afirmou Braz.

Os aumentos dos ônibus urbanos - que levaram o grupo Transportes a uma alta de 2,21% - foram concentrados no Rio de Janeiro, Salvador e Recife, com média de alta de 2,38% em janeiro. No total, os ônibus urbanos têm peso de 11% no IPC-C1, calculado com base nas despesas de consumo das famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos mensais.

Já as mensalidades escolares foram influenciadas pelo acréscimo de 8,46% dos cursos formais, devido ao reajuste dos salários dos professores e das tarifas públicas.

Braz ressaltou que, em fevereiro, ônibus e mensalidades escolares não terão mais a influência de janeiro no IPC-C1, mas frisou que os alimentos já dão alguns sinais de que podem voltar a pressionar o índice. Apesar do resultado de janeiro, o mês passado foi o primeiro em que o IPC-C1 ficou abaixo do IPC geral desde agosto, graças ao comportamento do grupo Alimentação, que subiu apenas 0,63%.

Em janeiro, o IPC geral foi de 0,83%, enquanto em agosto o patamar para o índice foi de 0,14%, contra -0,32 do IPC-C1.

Braz ressalta que há possibilidades de altas mais fortes dos cereais e grãos, açúcares e derivados e carnes a partir de fevereiro. Em janeiro, o feijão carioca subiu 2,05%, depois de deflação de 16,25% em dezembro; enquanto o açúcar cristal passou de queda de 4,16% para acréscimo 1,86% no mesmo período. O frango, que havia caído 0,13% em dezembro, ficou 0,19% mais caro em janeiro e a carne moída foi de um recuo de 3,12% para declínio de 1,17% em igual período.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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