Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Inflação baixa com preços altos

A forte desaceleração da inflação estampada em vários índices de custo de vida desde o mês passado trouxe um certo alívio para o Banco Central (BC), que persegue a meta de inflação, mas não para o bolso do consumidor. Hoje, o brasileiro continua gastando mais em relação ao que desembolsava no início de 2007 para levar para casa as mesmas quantidades de alimentos básicos, como arroz, feijão e pão.

Agência Estado |

Os preços dos alimentos continuam em nível elevado e não recuaram significativamente a ponto de devolver a forte alta registrada nos últimos 18 meses. Em alguns casos, como do pão e da carne, o preço só parou de subir.

É o que revela um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) a pedido do Estado com base no Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) calculado pela instituição. O estudo levou em conta as variações de preços acumuladas no varejo de alimentos básicos entre janeiro de 2007 e o mês no qual a cotação do produto atingiu o nível máximo, e comparou esse indicador com a variação dos preços desses produtos acumulada entre janeiro de 2007 e julho deste ano.

Dos sete preços pesquisados - arroz, feijão, hortaliças e legumes, pão francês, laticínios, carnes bovinas e óleo de soja - nenhum dos produtos teve uma retração nos últimos meses suficiente para anular totalmente a alta registrada desde janeiro de 2007.

O preço do feijão carioquinha, por exemplo, que tinha subido 180,2% entre janeiro de 2007 e fevereiro deste ano, quando atingiu o pico, estava no fim do mês passado 154,4% maior em relação a janeiro de 2007. No caso do arroz, o quadro é semelhante. O preço do produto subiu 37,2% no varejo entre janeiro de 2007 e o pico, atingido em junho deste ano. No mês passado, o grão era vendido com preço 36,8% superior ante janeiro de 2007.

"Temos inflação baixa com preços altos", afirma o coordenador do IPC-S Brasil, Paulo Picchetti. "O nível de preços dos alimentos se estabilizou, mas é extremamente alto na comparação com um ano atrás", destaca o economista-chefe da Concórdia Corretora de Valores, Elson Teles.

Picchetti diz que esse será o cenário para a inflação nos próximos meses porque não há espaço para que o ajuste de preços relativos continue ocorrendo com o mesmo ritmo de alta.

"Já houve uma perda de fôlego apontada pelo IBGE nas vendas dos supermercados", lembra. Em junho ante maio, as vendas desse segmento subiram 0,4%, enquanto o varejo em geral cresceu 1,3%. Na comparação com junho de 2007, a alta foi de 1,5%, ante crescimento de 8,2% do varejo em geral.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG