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Inflação ao consumidor nos EUA é a maior em 17 anos

O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos subiu 0,8% em julho, o dobro do esperado pelos analistas, empurrado pela alta nos preços dos alimentos e dos combustíveis. Em termos anuais, o indicador alcançou 5,6%, o maior nível em 17 anos.

Agência Estado |

Segundo o Departamento de Trabalho americano, se o ritmo de aumento de preços alcançado entre maio e julho fosse mantido, o IPC atingiria 10,6% no ano, o maior salto em 26 anos.

O chamado núcleo da inflação, que excluindo os preços de alimentos e energia, subiu 0,3% em julho e 2,5% pela medição de 12 meses.

Especialistas dizem que o dado divulgado ontem pode se tornar motivo de preocupação para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Informalmente, a meta de inflação nos EUA fica no intervalo entre 1% e 2%. Como o indicador está bem acima disso, existe a possibilidade de que o Fed eleve a taxa básica de juros neste ano.

Para enfrentar a desaceleração da economia decorrente da crise das hipotecas, a instituição reduziu o juro de 5,25%, em setembro do ano passado, para os atuais 2%. O risco dessa política, alertam alguns analistas, é o estímulo à inflação. A maioria deles, porém, ainda avalia que a preocupação principal do Fed é com a atividade econômica.

"Duvidamos que o Fed vá, de fato, puxar o gatilho do juro", disse Dimitry Fleming, do ING Bank. Segundo ele, os preços mais baixos do petróleo e das commodities e o desempenho dos salários (que têm se mantido estáveis), vão ajudar a manter a inflação mais baixa nos próximos trimestres.

Os preços de energia dispararam 4% no mês passado. A gasolina, por exemplo, avançou 4,1% e o gás natural, 7,4%. Alimentos e bebidas subiram 0,9%.

Quarta-feira, o presidente do Fed de Minneapolis, Gary Stern, disse que os EUA devem ter provavelmente mais uns poucos aumentos consideráveis nos índices de inflação. "Veremos, com o tempo, uma diminuição no índice cheio de inflação", afirmou. "À medida que isso ocorra, veremos também alguma diminuição no núcleo."

Em outro relatório, o Departamento do Trabalho informou que a média dos ganhos semanais dos trabalhadores americanos, ajustada à inflação, caiu 0,8% em julho, sugerindo que a renda não está acompanhado a alta dos preços.

Além disso, os dados de pedidos de auxílio-desemprego sugerem que os trabalhadores não estão em posição de pressionar por salários mais altos. Os pedidos caíram 10 mil na semana encerrada em 9 de agosto, mas continuam acima dos níveis associados a uma recessão.

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