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Inflação alta já afeta rendimento dos trabalhadores, diz IBGE

RIO - O mercado de trabalho brasileiro já sofre os efeitos do aumento da inflação este ano. Em junho, o rendimento médio real da população ocupada ficou em R$ 1.216,50, uma queda de 0,3% na comparação com os R$ 1.219,83 de maio. Para chegar à média real, o IBGE desconta a inflação acumulada. O resultado divulgado hoje mostra que o efeito da alta dos preços no poder de compra dos trabalhadores já ocorre no curto prazo.

Valor Online |

A inflação mais alta corroendo o poder de compra é um dos fatores para a queda do rendimento, além de que entraram mais pessoas no mercado de trabalho, que começam ganhando menos, explicou Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre janeiro e junho, o rendimento médio das pessoas ocupadas atingiu R$ 1.220,94, um crescimento de 2,3% frente aos R$ 1.193,57 dos primeiros seis meses do ano passado. O avanço foi menor que a aceleração de 4,4% acumulada na comparação do primeiro semestre de 2007 com o primeiro semestre de 2006.

A maior parte do impacto no rendimento vem dos trabalhadores com carteira, que geralmente entram no mercado ganhando menos. Neste grupo, que cresceu 9,5% na comparação entre junho deste ano e junho do ano passado, o rendimento caiu de R$ 1.167,76 no primeiro semestre de 2007 para R$ 1.166,17 nos primeiros seis meses deste ano.

A terceirização também atua para essa mudança estrutural, já que os terceirizados são formalizados ganhando menos , acrescentou Azeredo.

A formalização do mercado é outra característica observada este ano. Entre janeiro e junho, o emprego com carteira assinada no setor privado atingiu 44% da população ocupada, contra 41,9% no primeiro semestre de 2007. No geral, a formalização - que inclui emprego com carteira no setor privado, emprego doméstico com carteira, militares, funcionários públicos estatutários e funcionários públicos sob o regime da CLT - bateu recorde, ao atingir 58%, contra 56% entre janeiro e junho do ano passado.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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