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Inflação acima do esperado puxa juros futuros para cima na BM F

SÃO PAULO - A prévia da inflação oficial de janeiro traz surpresa negativa e leva os agentes a adotarem uma postura mais cautelosa no mercado de juros futuros. Com isso, os vencimentos apontam para cima na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Valor Online |

Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 registrava alta de 0,90 ponto percentual, para 11,21%. O contrato para janeiro 2011 tinha valorização de 0,14 ponto, a 11,29%. E janeiro 2012 apontava 11,44%, ganho de 0,17 ponto.

Na ponta curta, o DI para fevereiro de 2009 marcava 12,63%, leve retração de 0,011 ponto. O vencimento para março de 2009 operava estável a 12,62%. E Julho de 2009 subia 0,02 ponto, para 11,72% ao ano.

O bom humor dos agentes, que vinham apostando em novos cortes agressivos na Selic depois que o Banco Central derrubou a taxa de 13,75% para 12,75% na quarta-feira, bateu de frente com a alta de 0,40% registrada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de janeiro. A variação supera o teto das previsões e o resultado no mês anterior, de 0,29%. Em 12 meses, contudo, a taxa recuou de 6,10% para 5,79%.

Segundo o analista da Itaú Corretora, Maurício Oreng, tal indicador não altera a perspectiva para a condução da política monetária. O especialista continua acreditando em corte de 0,75 ponto a 1 ponto percentual na Selic na reunião de março.

Oreng lembra que o Banco Central está olhando para inflação futura e a expectativa é de preços comportados em função da forte retração da atividade econômica. " Atividade fraca indica inflação menor lá na frente. "
Segundo o especialista, essa alta do IPCA-15 foi muito influenciada pelos preços administrados, que passaram de 0,15% em dezembro para 0,64% em janeiro.

No entanto, parte dessa pressão era esperada, pois esse grupo de preços reage à inflação mais alta do ano passado e também ao dólar valorizado. Oreng explica que o preço da moeda norte-americana impacta o custo de segmentos como energia e remédios que fazem parte do grupo de preços administrados.

Além disso, o analista lembra que a inflação do mês de janeiro conta com fatores sazonais, como reajuste de preços de serviços, que têm ser considerados na análise.

Contribuindo para o sentimento negativo do dia, o IPC-S da Fundação Getúlio Vargas (FGV) passou de 0,69% para 0,80% na terceira medição de janeiro, pior resultado desde a terceira semana de junho do ano passado.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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