Alta nos preços de alimentos foi a principal contribuição para a formação da taxa na primeira semana de outubro

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Das sete classes de despesa usadas para cálculo do Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), seis apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, do indicador de até 30 de setembro para o índice de até 7 de outubro. Segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o IPC-S de até 7 de outubro apresentou inflação de 0,66%, após alta de 0,46% na prévia imediatamente anterior.

As classes de despesa que apresentaram inflação mais intensa no período foram alimentação (de 0,84% para 1,41%), habitação (de 0,32% para 0,33%), vestuário (de 1,00% para 1,23%), educação, leitura e recreação (de 0,30% para 0,45%), despesas diversas (de 0,21% para 0,27%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,44% para 0,50%).

Entre os grupos que contribuíram para a inflação mais intensa mensurada pelo IPC-S, mais uma vez os alimentos foram destaque, sendo a principal contribuição para a formação da taxa. Entre os produtos que mais subiram de preço nesta classe estão frutas (de 1,83% para 3,74%), arroz e feijão (de 1,53% para 3,72%) e laticínios (de 0,70% para 1,31%). A única classe de despesa a mostrar deflação mais forte no mesmo período foi transportes (de baixa de 0,01% para queda de 0,04% nos preços).

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 7 de outubro, as elevações mais significativas foram apuradas nos preços de limão (34,95%), taxa de água e esgoto residencial (1,80%) e feijão carioquinha (12,47%). Já as mais expressivas quedas foram registradas nos preços de mamão papaia (recuo de 17,52%), tomate (baixa de 13,91%) e manga (queda de 18,15%).

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