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Indústrias poderão adiar pagamento de imposto em SC

O governo de Santa Catarina deve anunciar amanhã um pacote de medidas em benefício das indústrias, que foram duramente afetadas pelas enchentes no Vale do Itajaí. Uma das principais ações será postergar o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das empresas prejudicadas.

Agência Estado |

"A região do Vale do Itajaí é um dos principais centros econômicos do Estado e precisamos fazer elas voltarem à carga total", diz o secretário da Fazenda, Sérgio Rodrigues Alves.

Por causa das enchentes, Santa Catarina deixará de arrecadar aproximadamente R$ 100 milhões por mês até março, o que corresponde a 15% do total do Estado. O Vale do Itajaí e as cidades de Joinville e Jaraguá do Sul - também atingidas pelas chuvas - são responsáveis por 40% do ICMS estadual. Além das atividades industriais, o porto de Itajaí foi danificado e perdeu dois de seus berços de atracação. Segundo estimativas da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), cada dia do porto parado significa um prejuízo de US$ 33,5 milhões.

Os municípios de Itajaí e Blumenau são respectivamente o quarto e o quinto maiores arrecadadores de ICMS de Santa Catarina, com receitas até outubro de R$ 490 milhões e R$ 424,5 milhões, respectivamente. O Estado arrecada em média R$ 700 milhões por mês. As projeções apontam que Blumenau já deve apresentar em novembro redução de 10% no recolhimento do imposto. A cidade é considerada um pólo de indústria têxtil e concentra algumas das maiores empresas do país.

O Vale do Itajaí também possui grandes indústrias alimentícias, principalmente na região de Gaspar. Em Joinville e Jaraguá do Sul, o forte são as indústrias de metal pesado. "O Estado vai sofrer com essa perda de arrecadação. Infelizmente, vamos precisar fazer uma revisão na parte de investimentos", diz Alves.

O secretário da Fazenda catarinense também pede do governo federal linhas de crédito e pacotes de estímulo para que as indústrias do Estado consigam recuperar as perdas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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