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Industriais argentinos prevêem demissões apesar de intervenção governamental

O presidente da União Industrial Argentina (UIA), Juan Lascurain, advertiu que as demissões continuarão no setor privado devido ao impacto da crise financeira mundial no país, apesar da intervenção governamental junto às empresas no intuito de preservar postos de trabalho.

AFP |

"Não descarto mais demissões, a situação é muito grave", disse Lascurain ao jornal Crítica, em entrevista publicada neste domingo.

O ministério do Trabalho interveio dias atrás para suspender cerca de 500 demissões na montadora General Motors, conseguindo impedir centenas de suspensões na indústria da construção civil, em meio a negociações com empresas e sindicatos do setor.

A Confederação Geral do Trabalho (CGT), central de trabalhadores que apóia o governo da presidente Cristina Kirchner, substituiu seus protestos por melhores salários por manifestações pela preservação dos empregos, esperando que o setor privado cumpra as recomendações feitas pela governante para evitar demissões.

"A situação (internacional) é muito grave, o que podemos fazer é nos preparar para atenuar o impacto" da crise, estimou Lascurain.

Segundo o dirigente industrial, os efeitos da crise já estão sendo sentidos em todo o setor de exportação de alimentos. "Estão vendendo menos e mais barato", indicou.

"Os últimos dados do comércio mostram que ainda não houve impacto na demanda local, mas se as suspensões e demissões continuarem, toda a economia argentina será afetada", destacou.

Na província de Santa Fé (centro-oeste), o setor frigorífico já deu início a negociações com o governo provincial, liderado pelo socialista Hermes Binner, para tentar diminuir o impacto da crise, que segundo dados do setor privado já deixou um milhão de argentinos desempregados.

"Recebemos muitas ligações de empresas que estão avaliando suspensões e demissões devido à queda do consumo interno e ao fechamento do mercado externo", admitiu a secretária de Trabalho e Segurança Social de Santa Fé, Alicia Ciciliani, que organizou uma mesa de diálogo multisetorial para tentar frear o ritmo de demissões.

Entretanto, o presidente da Federação Industrial da província, Carlos Capisano, se mostrou pessimista, alertando que "se a situação se agravar, medidas mais duras para preservar as empresas serão adotadas".

sa/ap

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