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Indústria teme pela infra-estrutura aeroportuária na Copa 2014

São PAULO (Reuters) - A indústria de aviação geral do país, que engloba a aviação executiva e privada, está preocupada com a infra-estrutura portuária brasileira para receber a Copa de 2014. Segundo Rui Thomaz de Aquino, presidente da Associação Brasileira da Aviação Geral (Abag), nos 45 dias do evento, o volume de passageiros a ser transportado será mais que o dobro do atual. Por isso, ele alerta que o governo precisa pensar agora para estar preparado até lá.

Reuters |

O executivo, em encontro com a imprensa nesta quarta-feira, afirmou que a associação 'está muito preocupada' porque o número de passageiros na aviação regular do país tem crescido em média 10 por cento ao ano. Nesse ritmo, 'teremos 50 por cento a mais de passageiros para transportar em 2014, com a mesma infra-estrutura atual'.

Ele lembrou que um novo aeroporto leva, em média, cinco anos para ser construído e, por isso, salienta que as medidas para adequar o país ao evento deveriam começar a ser tomadas já.

RÁDIO PIRATA

A Abag também levou ao ministro Nelson Jobim, da Defesa, um pedido para acelerar a implantação da comunicação digital nos serviços aeroportuários de forma a evitar a interferência por rádios-piratas.

O pedido foi levado em encontro que aconteceu na última sexta-feira. Segundo Aquino, há cerca de 15 dias o aeroporto de Congonhas (SP) ficou sete minutos parado por interferência de rádios-piratas. 'Esse é um item de segurança muito sério', afirmou o presidente da Abag.

Segundo ele, a tecnologia digital 'já está disponível' e, por isso, bastaria a decisão de retirar as comunicações do sistema ainda analógico.

(Por Taís Fuoco, Edição de Vanessa Stelzer)

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