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Indústria tem maior alta trimestral em 19 anos

Alta verificada no primeiro trimestre foi de 18,1%; segundo o IBGE, setor "praticamente eliminou" as perdas geradas pela crise

Klinger Portella, iG São Paulo |

Atualizada às 11h19

A crise que abalou a economia mundial após setembro de 2008 já é passado para a indústria. No primeiro trimestre de 2010, a produção industrial cresceu 18,1% - a maior alta desde o início da série histórica, em 1991 - e, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), "praticamente eliminou a perda de 20,6% acumulada nos três últimos meses de 2008".  Somente no mês de março, a alta frente a fevereiro foi de 2,8%. Na comparação com março do ano passado, o crescimento foi de 19,7%, a quarta alta seguida de dois dígitos nesta base de comparação.

“Na série com ajuste sazonal (2,8%), com a expansão acumulada de 5,7%, observada nos últimos quatro meses, o patamar de produção em março de 2010 ficou 0,3% abaixo do recorde atingido em julho de 2008", informou o IBGE.

Por outro lado, no acumulado dos últimos 12 meses, a indústria ainda apresenta queda: de 0,3%. O resultado, no entanto, representa a baixa menos intensa desde janeiro de 2009, quando o recuo havia sido de 1%.

No trimestre, 24 das 27 atividades industriais pesquisadas tiveram alta. “Entre os setores, o de veículos automotores (38%) manteve a liderança como maior pressão positiva, impulsionado pela expansão em 96% dos produtos pesquisados, com destaque para automóveis e caminhões”, disse o IBGE.

A pressão negativa ficou por conta do segmento outros equipamentos de transporte (-11,3%).

Mês

A alta de fevereiro para março foi registrada em 19 dos 27 setores da indústria no País. Os veículos automotores (10,6%) responderam pelo maior ganho. alimentos (5,0%), máquinas e equipamentos (5,2%), bebidas (7,6%) e celulose e papel (6,4%) completam a lista das altas mais significativas.

“Por outro lado, as principais pressões negativas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-9,4%), refletindo em grande parte paralisações ocorridas em unidades produtoras de importante empresa do setor, e da indústria farmacêutica, que, após avançar 17,0% em fevereiro, recuou 9,7% em março”, informou o IBGE.

O segmento bens de capital teve a maior alta entre as categorias de uso, com expansão de 3% frente a fevereiro. Bens de consumo semi e não duráveis (1,3%) cresceu pelo quarto mês seguido, enquanto bens intermediários (1,3%) retomou a trajetória de alta, após queda de 0,5% em fevereiro. Já o segmento de bens de consumo duráveis, que acumulou alta de 9,2% nos dois últimos meses, ficou praticamente estável em março, com leve alta de 0,1%.

Ano

Na comparação com março do ano passado, a alta de 19,7% no indicador atingiu 25 das 27 atividades pesquisadas. Segundo o IBGE, o resultado “refletiu, mais uma vez, não só a aceleração no ritmo fabril como também a baixa base de comparação”.

Os veículos automotores (36,6%) e as máquinas e equipamentos (49,5%) tiveram as maiores altas nesta base de comparação. Na outra ponta da tabela aparecem refino de petróleo e produção de álcool (-11%) e fumo (-4,1%).

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