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Indústria recua ao nível de 2007

O fraco desempenho da indústria em novembro arrastou a indústria de volta ao nível de produção de maio de 2007. O resultado reforçou em vários analistas a percepção de que o Produto Interno Bruto (PIB) do último trimestre terá expressiva retração ante os três meses anteriores, o que deve levar o Banco Central (BC) a reduzir a taxa básica de juros (Selic) já em janeiro.

Agência Estado |

A LCA Consultores, por exemplo, cortou a estimativa para expansão do PIB no quarto trimestre de 4,3% para 3% na comparação anual e de estabilidade para contração de 1% no resultado dessazonalizado (ante o terceiro trimestre).

Os analistas da consultoria consideraram os dados de novembro como o prenúncio da "mais forte inflexão da atividade fabril desde 2003", o pior ano recente para a economia brasileira. O economista-chefe da LCA, Bráulio Borges, estima que a produção industrial de dezembro terá um recuo de 1,7% ante novembro.

O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, ainda não revisou sua projeção de queda de 1% do PIB no último trimestre de 2008, mas avalia que "talvez fique mais perto de queda de 1,5%". "Isso é resultado do crédito (escasso) nesse período de crise. Como vimos, o destaque negativo foi o setor automotivo."

Para o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, a queda deverá marcar mudanças nas expectativas sobre a economia em 2009. "Se alguém duvidava de que o crescimento do PIB ficará entre 2% e 2,5%, já consagrou a mudança", afirmou.

Na avaliação dele, o dado também serviu para dispersar dúvidas quanto a um corte da taxa Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) dos dias 20 e 21 de janeiro. "Não tem como não cair", disse.

Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados, calcula que a produção industrial no Brasil só deve retomar uma trajetória sustentável de crescimento no fim deste ano ou no começo de 2010.

Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), as ações governamentais na área de crédito poderão contribuir para conter a tendência descendente da economia. "Se os investimentos governamentais se fizerem presentes na área produtiva, o setor privado vai acompanhar o movimento e correr atrás", disse Rogério César Souza, economista da instituição.

Lima Gonçalves, do Fator, acredita que o resultado da produção industrial também reforça a opção do governo por uma política fiscal anticíclica. "Não há como não justificar um aumento do gasto público", disse.

Gonçalves chama a atenção para a queda de 10,9% na mineração, segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para ele, o número reflete o desempenho da Vale, fortemente afetada pela queda na demanda de seus produtos no exterior. "Como é que se recupera esse setor? A China não será solução", observou. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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