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Indústria química vai entregar plano de investimento a Miguel Jorge

SÃO PAULO - O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, entregará hoje ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o Pacto Nacional da Indústria Química, documento que reúne o plano de investimento das companhias químicas e petroquímicas para os próximos dez anos. O objetivo será apresentar propostas para zerar o déficit comercial do setor e estabelecer uma "simetria de compromissos", explicou Gradin, que também é membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e representa a entidade no encontro.

Valor Online |

SÃO PAULO - O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, entregará hoje ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, o Pacto Nacional da Indústria Química, documento que reúne o plano de investimento das companhias químicas e petroquímicas para os próximos dez anos. O objetivo será apresentar propostas para zerar o déficit comercial do setor e estabelecer uma "simetria de compromissos", explicou Gradin, que também é membro do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e representa a entidade no encontro. A intenção não será buscar investimento, mas posicionar as dificuldades do setor. As principais reivindicações são acesso à matéria-prima competitiva em preço, disponibilidade e volume, simplificação dos tributos e arbitragem de produtos para facilitar as importações, e estímulos tributários para empresas que investem em inovação e tecnologia. Segundo o documento, as companhias do setor pretendem investir US$ 167 bilhões até 2020, conforme antecipou matéria publicada hoje no jornal Valor Econômico. De acordo com o executivo, o montante será necessário para que as indústrias química e petroquímica consigam atender à demanda nos próximos dez anos e zerar o déficit da balança comercial, que no ano passado ficou em torno de US$ 16 bilhões. "Nosso objetivo é propor uma simetria de compromissos. A indústria química está se comprometendo a produzir, desenvolver padrão de sustentabilidade elevado, investir US$ 167 bilhões, então queremos compromissos da parte do governo", explicou Gradin, durante feira do setor que acontece hoje em São Paulo. Ele admite que a maior parte do montante deve partir de Braskem e Petrobras, tendo em vista a relevância dessas empresas para o setor, mas não detalhou valores. Ele também chamou atenção para a necessidade de investimentos em infra-estrutura logística e em formação de mão de obra. Segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), 37 mil engenheiros se formam por ano, mas apenas o setor químico precisará de 300 mil engenheiros formados até 2020, disse Gradin. Ele projeta que apenas o segmento gere nos próximos dez anos cerca de 2 milhões de empregos diretos e indiretos. "Se o Brasil cresce e a indústria não cresce, cria-se um buraco. Então temos que buscar reduzir o déficit na balança comercial da indústria química", argumentou Gradin, citando que o setor representa 18% do Produto Interno Bruto (PIB) da indústria. O Pacto Nacional da Indústria Química já foi entregue na última sexta-feira ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. De acordo com o documento, dos US$ 167 bilhões que as companhias químicas e petroquímicas pretendem investir nos próximos dez anos, serão destinados US$ 87 bilhões para o aumento da capacidade da produção, considerando um crescimento médio do PIB de 4% ao ano até 2020. Além disso, outros US$ 45 bilhões devem ser voltados para a eliminação do déficit comercial, US$ 20 bilhões para o desenvolvimento em uma indústria de base renovável e US$ 15 bilhões para agregar conteúdo às matérias-primas extraídas do pré-sal. Com os investimentos, a indústria química brasileira pretende pular da nona para a quarta colocação no ranking mundial. (Ana Luísa Westphalen | Valor)

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