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Indústria paulista deve manter ritmo forte de contratações

SÃO PAULO - Puxado pelos setores de açúcar e álcool, o nível de emprego na indústria paulista de transformação deve repetir em abril e maio o ritmo expressivo de contratações registrado em março. No mês passado foram criados 45 mil postos de trabalho, o que representou um crescimento de 1,37% em relação a fevereiro na série com ajuste sazonal, de acordo com dados divulgados hoje Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Valor Online |

SÃO PAULO - Puxado pelos setores de açúcar e álcool, o nível de emprego na indústria paulista de transformação deve repetir em abril e maio o ritmo expressivo de contratações registrado em março. No mês passado foram criados 45 mil postos de trabalho, o que representou um crescimento de 1,37% em relação a fevereiro na série com ajuste sazonal, de acordo com dados divulgados hoje Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Trata-se da melhor variação percentual desde dezembro de 2006, quando o indicador avançou, na mesma base de comparação, 1,43%. Sem ajuste, a expansão foi de 2,05%, configurando também o maior avanço desde abril de 2008. Assim como em fevereiro, a alta no nível de emprego foi impulsionada pelos setores de açúcar e álcool, que sozinhos, responderam por 60,76% das contratações realizadas em março. Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depencon) da Fiesp, afirmou que os dois segmentos continuarão em forte expansão nos meses de abril e maio e só depois entrariam num período de estabilidade. No primeiro trimestre, o emprego na indústria paulista registrou um aumento de 3,66%, com a geração de 79 mil postos de trabalho. Em termos percentuais, foi a maior variação para o período desde 2006. Em relação a março de 2009, houve um crescimento de 1,64%. "Os números realmente são muito positivos. Sabemos, no entanto, que será difícil manter esse ritmo ao longo do ano, mas espero que continue por mais alguns meses", disse Francini, que condicionou a continuidade na expansão do emprego à manutenção da taxa Selic, pelo Banco Central, em 8,75%. Dos 22 setores pesquisados, 20 realizaram mais contratações, enquanto dois permaneceram estáveis."Podem procurar, mas vocês não vão encontrar um resultado mais favorável do que esse na série histórica", acrescentou o diretor da Fiesp. Mesmo com a perspectiva positiva, Francini manteve a estimativa de 6,2% para o nível de emprego na indústria paulista em 2010, com a criação de 140 mil vagas. Neste caso, as perdas com a crise financeira mundial só seriam concretizadas no começo de 2011. "Apesar do dado forte registrado em março que poderia alterar o cenário, não vamos, por enquanto, mexer nas previsões". (Fernando Taquari | Valor)
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