Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Indústria não sentiu crise e manteve expansão em setembro, diz CNI

BRASÍLIA - A crise financeira mundial que se instalou em setembro ainda não foi sentida pela economia real doméstica, o que deve ocorrer somente no início de 2009, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O recuo verificado em agosto foi recuperado pela indústria, que registrou intenso crescimento e indicadores recordes em setembro.

Valor Online |

" Acredito que em outubro, e até o fim do ano, pode haver apenas uma acomodação, porque efeitos da crise só serão sentidos com mais clareza no início do próximo ano " , avaliou o economista-chefe da CNI, Flávio Castelo Branco.

A piora da crise no mês passado atingiu alguns setores mais sensíveis à dependência de crédito, como o automotivo, segundo ele. " Os demais setores já tinham vendas contratadas " , continuou Castelo Branco.

Ele lembra, porém, que a escassez de liquidez nos mercados financeiros internacionais " trouxe maior perturbação " para a produção doméstica de bens exportáveis. E será o setor exportador o mais atingido pelos efeitos negativos da ameaça de recessão nos países mais avançados.

Na análise de Castelo Branco, o governo brasileiro faz bem em tomar providências para prover liquidez ao sistema bancário e tentar minimizar o impacto do crédito escasso sobre os compromissos financeiros das empresas.

Agora, disse ele, será preciso a atenção das autoridades para tomar medidas que impeçam um impacto mais profundo da crise sobre o setor produtivo, em especial sobre as exportações. " A demanda interna ainda agüenta certo ritmo de crescimento " , afirmou. " O problema são aqueles setores cujo faturamento é baseado nas vendas externas " , continuou ele.

Os indicadores industriais relativos a setembro, divulgados hoje por Castelo Branco, mostram que as vendas reais do setor cresceram 10,2% em 12 meses, sendo o quinto mês do ano em que subiu à taxa de dois dígitos.

A produção, medida pelas horas trabalhadas, registrou a expansão inédita de 9,6% no mês, ante setembro de 2007. O emprego teve alta de 4,3% ante sobre o mesmo mês do ano anterior, com a evolução recorde de 30 meses seguidos de aumento. O aumento de contratação ajudou no incremento da remuneração, com a massa salarial real acusando 7,1% de aumento em 12 meses até setembro, a maior expansão anual apurada pela entidade (a série teve início em 2006).

Também o uso da capacidade instalada teve em 2008 até setembro a maior média anual já registrada, de 83%, em crescimento contínuo desde meados de 2006. " Sem pressão inflacionária, porque a economia tinha certa previsibilidade até setembro, e ocorreram os investimentos necessários à adequação do parque fabril ao aumento de produção " , explicou o economista da CNI.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG