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Indústria e comércio recebem bem corte da Selic, mas criticam spread

SÃO PAULO - A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir o juro básico em 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano, foi bem recebida tanto pela indústria como pelo comércio. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) qualificou a decisão como sensata e pragmática. Além de atender aos apelos da sociedade, a entidade diz que o corte também é responsável em relação aos riscos inflacionários.

Valor Online |

"A CNI entende que esse é o primeiro movimento e que cortes adicionais na taxa básica de juros deverão ocorrer proximamente."
Apesar de elogiar a medida, a entidade lembra que a diminuição do custo do dinheiro não é suficiente para recuperar a economia e que o governo precisa adotar medidas que levem à redução dos spreads bancários e, consequentemente, se diminua o juro para o tomador de empréstimos.

Crítico contumaz do nível de juro no país, o presidente da Federação das Indústria dos Estado de São Paulo (Fiesp) chegou a comentar a decisão com otimismo, lembrando que o corte sinaliza mudança na política monetária. "E isso não é ruim", afirmou. Mas destacou que o corte de 1 ponto não é suficiente e "não resolve os problemas" do país. Para ele, um nível aceitável de juros seria 8% ao ano.

Com mais firmeza no apoio, a Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib) avaliou o corte como um acerto, em que o Banco Central se mostrou " sintonizado" com as necessidades da economia, que já dá sinais de forte desaceleração da atividade e do nível de emprego. "O esforço das autoridades, agora, deve ser concentrado em reduzir o custo do crédito em geral, com foco na diminuição do spread bancário", disse Paulo Godoy, presidente da Abdib, lembrando que o ciclo de cortes precisa continuar.

No setor varejista, a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) viu com bons olhos o início do ciclo de ajuste da Selic e considerou que o Banco Central "finalmente compreendeu a gravidade da crise".

"O importante agora é o Copom sinalizar que este é o início de um ciclo de queda para levar a Selic até uma taxa de um dígito", afirma Abram Szajman, presidente da entidade. Além de lembrar da tendência acomodada da inflação, o dirigente afirma que o corte do juro precisa ser acelerado, para 9% ao ano, para evitar o aumento do desemprego.

Na avaliação da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) a medida foi, além de acertada, corajosa, mas colocou que a decisão precisa vir acompanhada de esforços do setor bancário para redução dos spreads, que refletem nos juros altos para o consumo e o crédito. A mesmo opinião tem a Federação do Comércio do Rio de Janeiro, que ponderou que o corte já devia ter sido feito antes.

Mais crítica, tendo em vista o cenário preocupante para o emprego que vem se desenhando recentemente, a Força Sindical foi a única a dizer que o corte foi tímido e insuficiente. "O governo acertou no remédio, mas errou na dose", disse Paulinho , presidente da central sindical.

Segundo ele, o BC perdeu uma oportunidade de dar "injeção de ânimo" na economia, o que poderia ser alcançado com corte de 2 ponto percentuais nesta reunião. "Os membros do Copom estão com uma visão míope diante da atual crise e deterioração econômica mundial", acrescentou.

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