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Indústria e comércio de SP criticam manutenção da Selic

SÃO PAULO - Indústria e comércio renovaram nesta noite as queixas contra o Comitê de Política Monetária (Copom) e a decisão de manter a taxa Selic inalterada em 13,75% ao ano pela segunda vez consecutiva. Para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), manter o juro no atual patamar é, além de desnecessário, um risco.

Valor Online |

A leitura é de que além de a inflação estar controlada neste momento, os efeitos da crise poderiam ser mais fortes e graves do que o esperado para a atividade econômica do país.

"Desse jeito, já começo a sentir saudade de 2008", comenta Paulo Skaf em sua nota sobre a decisão do colegiado. Segundo ele, para preservar algum ritmo do crescimento de 2008 é preciso juros menores para estimular investimentos.

"O governo brasileiro, ao insistir em não abaixar a Selic, coloca-se na contramão do que países como Japão, Estados Unidos e outros da Europa estão praticando: cortes drásticos nos juros para proteger emprego e renda" menciona o dirigente.

Abram Szajman, presidente da Fecomercio concorda que a decisão é dissociada da realidade observada em outras economias. "O BC ignora o risco do contágio pela recessão mundial e se preocupa com o perigo mais imaginário do que real da inflação", diz.

Ele acrescenta que chega a ser contraditório que o mesmo Banco Central que libera compulsório para o mercado mantenha a remuneração dos títulos públicos de curto prazo em patamar elevado. "Com os juros altos, a liberação do compulsório torna-se uma medida manca", resume Szajman.

O dirigente também não acha que a pressão cambial é suficiente para elevar a inflação neste momento e lembra que os preços das commodities estão caindo, o que tende a balancear eventual pressão. Ainda que a preocupação do dólar mais caro possa existir, Szajman sugere a continuidade dos leilões de venda à vista e de swaps para controlar distorções cambiais.

(Valor Online)

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