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Indústria de São Paulo cortou 130 mil vagas em dezembro, segundo a Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou nesta segunda-feira que, no mês de dezembro de 2008, houve uma redução de 130 mil postos de trabalho na indústria paulista, e não de 131 mil, como ele mesmo havia dito anteriormente.

Redação com agências |

Ele relatou que a indústria começou a sentir os efeitos da crise a partir de outubro, quando a entidade começou a manifestar preocupação com os "efeitos nocivos" sobre o emprego.

Skaf também informou que a indústria paulista fechou 7 mil postos de trabalho em 2008. O presidente da Fiesp afirmou que a perda de 174 mil postos de trabalho na indústria paulista no último trimestre de 2008 eliminou o efeito positivo da criação de 167 mil vagas no acumulado do ano até setembro. Até novembro, o acumulado de 11 meses estava positivo em 5,66%.

Skaf afirmou que tem pedido uma série de medidas e desonerações fiscais ao governo para enfrentar a situação de crise. Avaliou também que as medidas tomadas até o momento ajudaram, mas alertou: "o problema vem se agravando". "Estamos sob o ataque de uma grave crise", completou.

Em entrevista, a Fiesp informou que houve queda de 2,72% no nível de emprego ante novembro com ajuste sazonal e 5,64% no nível na comparação sem ajuste.

O setor que mais demitiu no mês foi o de Máquinas de escritório e equipamentos de informática, com baixa de 29,5%, seguido por Coque, refino de petróleo, combustíveis nucleares, e álcool, com recuo de 24,9%. O segmento de Alimentos e bebidas caiu 20,5%, em um mês que nenhum setor apresentou alta no nível de emprego.

Já no acumulado do ano passado, o setor que mais eliminou vagas foi o de Couros, artigos de couro, viagem e calçados, com baixa de 18,4%. Na sequência, apareceu Equipamentos da indústria médico-hospitalar, com recuo de 4,7%.

Encerraram 2008 em território positivo os segmentos de Máquinas de escritório, com avanço de 11,5% no nível de emprego, e Material eletrônico e equipamentos de comunicações, com acréscimo de 8,8%.

(Com informações da Agência Estado, Valor Online e Reuters)

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