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Indústria de máquinas lança programa para promover marca no exterior

SÃO PAULO - Em meio à queda das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, a indústria de bens de capital anunciou nesta sexta-feira uma parceira com a Apex para promover os produtos do setor no exterior. Ao todo, a agência, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), investirá R$ 8 milhões no programa, que vai durar até junho de 2012. Em contrapartida, a iniciativa privada promete aportar o mesmo montante.

Valor Online |

SÃO PAULO - Em meio à queda das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, a indústria de bens de capital anunciou nesta sexta-feira uma parceira com a Apex para promover os produtos do setor no exterior. Ao todo, a agência, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), investirá R$ 8 milhões no programa, que vai durar até junho de 2012. Em contrapartida, a iniciativa privada promete aportar o mesmo montante. Os recursos serão destinados a ações como a participação de empresas brasileiras em feiras de negócios internacionais, à realização de missões empresariais no exterior e a ações de marketing. Dentro de uma aspiração do setor em entrar no seleto grupo de países reconhecidos como fornecedores de soluções customizadas em produtos de bens de capital, até uma marca foi criada para identificar a indústria brasileira de máquinas e equipamentos lá fora, a Brazil Machinery Solutions. Como alvo dessas ações, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) - entidade que representa o setor e responsável pelo desenvolvimento do projeto com a Apex - selecionou 12 mercados prioritários. O foco está nos países da América do Sul, onde os trabalhos de promoção serão concentrados na Argentina, no Chile, no Peru, na Venezuela e na Colômbia. "A América do Sul é a nossa prioridade número 1", disse o diretor-executivo de comércio exterior da Abimaq, Klaus Curt Müller, acrescentando, no entanto, que o projeto também incluiu entre os mercados-alvo a América Central, o México, a Angola, a África do Sul, a Índia e a Rússia, além dos Estados Unidos. Segundo o executivo, a ideia é aumentar em 5 pontos percentuais a participação brasileira nas importações de máquinas dos mercados sul-americanos prioritários. As empresas que participarem das ações - estima-se que serão 250 - deverão ter um crescimento médio nas exportações 5% superior àquelas que ficarem de fora, estimou Müller. Durante entrevista coletiva à imprensa, o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, assinalou que o grande desafio será encorajar as exportações das empresas de pequeno e médio porte, que correspondem a 80% dos associados da entidade. "Nós pedimos para que essas empresas participem dessas feiras", disse. De acordo com ele, a iniciativa é um passo direcionado a mitigar a baixa nas exportações do setor, que sente uma perda de competitividade no exterior devido à valorização do real e à carga tributária elevada. "Não podemos deixar que as empresas [de fora] percam o interesse no Brasil", disse o presidente da entidade. Segundo Aubert Neto, o Brasil, que chegou a ser o quinto maior produtor mundial de máquinas e equipamentos na década de 1980, ocupa hoje a 14ª posição nesse ranking. (Eduardo Laguna | Valor)

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