A forte procura por televisores de LED já provoca escassez e pressões por aumentos de preços das lentes de faróis de automóveis. Os televisores de LED são aparelhos com tela mais fina que as TVs de LCD tradicionais e com maior qualidade de cor, graças a mais de uma centena de LEDs (diodo emissor de luz) nas bordas.

A forte procura por televisores de LED já provoca escassez e pressões por aumentos de preços das lentes de faróis de automóveis. Os televisores de LED são aparelhos com tela mais fina que as TVs de LCD tradicionais e com maior qualidade de cor, graças a mais de uma centena de LEDs (diodo emissor de luz) nas bordas. Nesses televisores, são usadas as mesmas lentes dos faróis dos carros. "Não existe falta de insumos, mas uma pressão inflacionária dos fornecedores", afirma George Martins, diretor comercial da Valeo Iluminação, uma das grandes fabricantes de faróis e lanternas para veículos. Ele conta que 40% dos cerca de 100 fabricantes de componentes, que incluem lâmpadas, resinas plásticas, vernizes e outros produtos químicos, estão reajustando os preços em cerca de 5%. Mas há pressões maiores de fornecedores por aumentos de insumos que variam entre 12% e 15%. Ele diz que, como o mercado está comprador, os fabricantes de componentes vendem para quem paga mais. "Não tenho opção", diz ele. A estratégia é fazer compras para duas semanas e buscar alternativas. Operando em três turnos, a Valeo ocupa 96% da capacidade instalada. Com mais renda no bolso e facilidade de crédito, o consumidor busca produtos com mais tecnologia, tanto nos faróis do carros como nos televisores, por exemplo. São exatamente esses fatores que fazem a roda do consumo e da produção girarem de forma acelerada. As linhas de montagem de placas usadas nos circuitos dos televisores trabalham três turnos, conta o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus, Wilson Périco. No primeiro trimestre, foram produzidos em Manaus 2,6 milhões de TVs, dos quais 1,5 milhão de aparelhos de LCD e plasma e 1,1 milhão de TVs com tubo de imagem. Ele diz que o fato de as TVs de tela fina já responderem por 60% do total no primeiro trimestre surpreendeu o setor, que tinha programado a compra de componentes considerando uma fatia menor, de 50% do total de televisores. <b>Fabricantes fretam aviões</b> Na corrida para atender ao consumo das TVs com monitor de cristal líquido (LCD, na sigla em inglês), que aumentou 50% desde janeiro em relação a igual período de 2009, os fabricantes de televisores pisaram fundo no acelerador para contornar a falta de componentes. A coreana Samsung, por exemplo, fretou aviões cargueiros que, na segunda quinzena do mês passado, desembarcaram diariamente em Manaus (AM), trazendo componentes da ¿?sia. "Estamos vendendo o que conseguimos trazer", afirma Marcio Portella Daniel, diretor de eletrônicos de consumo da Samsung. Ele conta que, por causa da dificuldades de desembaraço dos componentes, em alguns momentos as linhas de produção ficam paradas. A decisão da companhia de fretar aviões com exclusividade foi tomada para acelerar as importações de componentes, que normalmente vêm de navio. Para tirar o atraso, a empresa também decidiu atuar em duas frentes. Contratou transporte rodoviário expresso de Manaus para São Paulo para itens que vão direto ao armazém da loja. Em caminhões tradicionais, a viagem de Manaus para São Paulo dura 12 dias e, no transporte expresso, entre 7 e 8 dias. A outra estratégia para acelerar as entregas foi despachar por avião uma parcela menor de itens que seguem para o centro de distribuição da própria indústria. "Estamos correndo para entregar tudo antes da Copa", diz Daniel, ressaltando que os custos adicionais não serão repassados ao consumidor. <i>As informações são da edição de domingo do jornal O Estado de S.Paulo.</i>

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