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Indústria de defensivos prevê aumento de 25% nas vendas em 2008

São Paulo, 23 - Com o recuo das vendas de defensivos no último trimestre, em função da crise financeira global, que levou muitos produtores a reduzir os gastos com tratos culturais nas lavouras, a indústria estima encerrar 2008 com crescimento de 25% em faturamento. Até novembro, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindag) contabilizava crescimento de 29% no mercado para R$ 11,803 bilhões, contra os R$ 9,169 bilhões em igual período do ano passado.

Agência Estado |

O desempenho é ainda menor que os 31% registrados pela indústria no acumulado dos dez primeiros meses do ano.

O vice-presidente do Sindag, José Roberto Da Ros, observa que o recuo na comercialização ocorre justamente no período de maior demanda do setor, quando tem início o cultivo da safra de verão. O segmento que apresentou o melhor desempenho foi o de herbicidas, cuja comercialização avançou 31% para R$ 5,213 milhões, na comparação com as R$ 3,989 milhões entre janeiro e novembro de 2007. Além disso, esta classe de defensivos também detém a maior fatia das vendas, seguida por inseticidas (R$ 3,403 milhões) e fungicidas (R$ 2,2652 milhões).

Apesar do cenário incerto para 2009, já é possível antever que a venda de defensivos para culturas como o milho e o algodão devem ser afetadas, já que a Conab aponta recuo de 7,2% e 20%, respectivamente. Tradicionalmente, no balanço final o Sindag levanta os dados sobre a participação de cada commodity nas vendas do setor. Este balanço ainda não foi concluído para este ano, mas Da Ros considera que o algodão - o produto que já figurou como segundo maior consumidor de defensivos - deve perder espaço neste mercado. Em 2007, a lista era encabeçada pela soja, com 42,6%; seguida pela cana, com 12,4%; milho, com 11%; e algodão, com 9,8%. O vice-presidente do Sindag explica que a situação é complicada para as duas culturas, especialmente, neste cenário de estoques elevados e baixos preços.

Da Ros inclui ainda nesta lista a cana, também afetada pela crise financeira. O executivo não arrisca fazer uma projeção para o desempenho do setor no próximo ano, sob a alegação de qualquer estimativa feita agora seria mero "chutômetro".

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