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Indústria de cartões deve faturar 24% mais em setembro

SÃO PAULO - Mesmo com crise externa e alta de juro no Brasil, a indústria brasileira de cartões deve fechar o ano com expansão ainda superior a 20% no faturamento. Levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) mostra que neste mês o volume movimentado por cartões de crédito, débito, loja e rede deve somar R$ 32,3 bilhões, montante 24% maior do que o apurado um ano antes.

Valor Online |

No acumulado do ano já são R$ 273 bilhões movimentados, também 24% acima dos R$ 220 bilhões apurados no mesmo intervalo do ano passado.

Para Marcelo Noronha, diretor de marketing da Abecs e diretor-geral da Bradesco Cartões, a expansão das vendas com cartões continua bastante associada não só às vendas em si, mas também à migração de meios de pagamento e ao aumento da base de novos clientes. O número de plásticos em circulação deve chegar no final deste mês a 481 milhões de unidades, 14% a mais perante 2007, com aproximadamente 515 milhões de transações, número 20% maior.

Segundo o executivo, ainda que houvesse uma desaceleração das vendas no comércio neste ano, o que ele não acredita, o volume movimentado por novos usuários de plásticos e pelo processo de substituição de dinheiro e cheque compensaria eventual retração.

De qualquer modo, Noronha acredita que as condições favoráveis da economia e alto nível de confiança dos consumidores brasileiros devem sustentar um bom patamar de consumo no último trimestre do ano, que historicamente é o mais aquecido do comércio, por conta das compras de Natal.

"Se as vendas no comércio sentirem desaceleração será em função das medidas macroeconômicas tomadas no Brasil, como a alta de juros" diz, afirmando que as projeções para os cartões em 2009 dependem do que vai acontecer com a economia local.

"Conforme sobe a taxa de juros, ainda que o custo básico, em termos nominais, seja pequeno, pode haver subida de inadimplência, mas não vemos nada de anormal por enquanto", reforçou.

Também otimista em relação às condições do Brasil, Noronha não acredita em contágio da crise externa na confiança dos consumidores brasileiros, pois o país vive um bom momento econômico.

Os cartões de crédito continuam participando com a maior parte do faturamento do mercado, devendo responder em setembro por R$ 18,8 bilhões, ou 58% do total. Em seguida vem o cartão de débito, com R$ 9,2 bilhões, ou 28% do total. O volume girado com plásticos de loja e rede devem responder por R$ 4,3 bilhões neste mês, equivalente a 13%.

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