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Indústria da soja reinicia fiscalização de plantio na Amazônia

São Paulo, 20 - A indústria da soja inicia, em janeiro, a segunda temporada de fiscalização nas regiões que compõem o bioma amazônico para cumprir com as determinações do plano de moratória acordado pelo setor. A fiscalização tem como objetivo impedir que o plantio de soja seja realizado em áreas desmatadas.

Agência Estado |

O documento que instituiu a moratória determina que as empresas ligadas à Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e à Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) não comprem soja proveniente de áreas desmatadas do bioma após julho de 2006.

As equipes técnicas já estão sobrevoando as áreas selecionadas e pretendem acrescentar 365 novas regiões às 263 monitoradas no ano passado. Com isso, serão monitoradas 628 polígonos nos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia, trabalho que será realizado pela Globalsat Sensoriamento Remoto, que vai verificar e documentar o uso do solo, e em especial, apurar se está havendo plantio de soja nas regiões desmatadas. A expectativa é de que o relatório final seja divulgado até março deste ano.

De acordo com Fábio Trigueirinho, secretário-executivo da Abiove, a primeira etapa de monitoramento ocorreu no ano passado, quando ficou constatado que nas áreas desmatadas não foi encontrada nenhuma lavoura de soja. "A segunda etapa começou agora e existem equipes sobrevoando e percorrendo por terra as propriedades selecionadas para ver se existe soja plantada ou qualquer outro cultivo e atividade", afirma.

Com as informações coletadas, as empresas filiadas à Abiove e Anec irão manter o compromisso de não comprar a soja proveniente dessas áreas. Segundo Trigueirinho, os produtores estão mais conscientes da importância de não se abrir novas áreas no bioma e as organizações não-governamentais (ONGs) também estão colaborando com todo esse trabalho. "As empresas associadas representam 90% do mercado e vão manter o que foi estipulado pela moratória, que foi renovada no ano passado e tem uma vigência até junho de 2009", afirma.

Apesar de todo o trabalho de monitoramento, as indústrias não descartam a possibilidade de já terem comprado alguma soja de áreas desmatadas de forma antecipada. "Como os dados estão sendo levantados agora não sabemos exatamente de onde vem essa soja. Mas as indústrias só receberão o grão que estiver de acordo com o que propõe a moratória", afirma Trigueirinho. A ideia é que sejam recebidos apenas os lotes de áreas abertas antes da moratória, que entrou em vigor em julho de 2006.

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