Montante é 22,3% maior que o registrado no ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

A indústria da construção movimentou em 2008 R$ 159 bilhões em incorporações, obras e serviços. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um crescimento de 22,3% em termos nominais e de 12,3% em termos reais frente a 2007.

"Vários fatores atuaram a favor do avanço da Indústria de Construção no período entre 2007 e 2008, principalmente os programas de financiamento e apoio a projetos de infraestrutura nas áreas de energia elétrica, energia renovável, petróleo e gás natural, logística e telecomunicações", disse o IBGE.

O crescimento da renda familiar e do emprego, o aumento nas operações de crédito habitacional e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para insumos do segmento também foram apontados pelo IBGE como fatores impulsionadores do setor em 2008.

“Em relação a 2007, obras de infraestrutura cresceram 27,1%, edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais, 28,8% e o grupo serviços especializados para construção, 21,1%”, completou o IBGE.

Em 2008, a receita líquida das empresas do setor chegou a R$ 149,6 bilhões, um crescimento nominal de 19,8% frente ao ano anterior. As entidades públicas responderam pelo maior montante destinado a obras e serviços, com R$ 67,6 bilhões, ou 43,9% do total.

O setor empregou 1,8 milhão de pessoas em 2008, contra 1,6 milhão do ano anterior. O número de empresas também cresceu: de 52 mil para 56,6 mil.

“O gasto total com o pessoal foi R$ 38,2 bilhões, dos quais R$ 25,5 bilhões foram em salários, retiradas e outras remunerações, o que significou uma média mensal de 2,6 salários mínimos”, completou o IBGE. Em 2007, o gasto total com o pessoal foi 29,3 bilhões, com 19,6 bilhões foram em salários, retiradas e outras remunerações.

Residências

As edificações residenciais tiveram alta de 20,7% no valor entre 2007 e 2008. Os edifícios residenciais, produto de maior peso individual na construção, cresceu 21,2% no período.

“A expansão do crédito imobiliário contribuiu para isto. Segundo o Banco Central do Brasil, o valor emprestado para o financiamento imobiliário foi R$ 29,1 bilhões, 65,0% superior ao emprestado em 2007 e o número de unidades financiadas, 294,2 mil, foi 52,0% maior que na pesquisa anterior”, avaliou o IBGE.

Também tiveram alta a incorporação de empreendimentos imobiliários (11%) e administração de obras (33,7%).

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