Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Indústria convencional perde espaço p/ cias intensivas em tecnologia

A concentração de indústrias intensivas em tecnologia em São Paulo tende a aumentar, avalia o economista Aurílio Caiado, por causa do encadeamento dinâmico, um círculo virtuoso que envolve o ambiente de negócios, se realimenta e se reproduz naturalmente. Para ele, isso é reflexo de um ambiente em que ciência e negócios convivem.

Agência Estado |

"São Paulo faz 55% da ciência produzida no Brasil. Fazia há dez anos e continua fazendo agora", comenta Carlos Henrique de Brito Cruz, da Fapesp.

Caiado afirma que esse processo faz com que São Paulo tenha atrativos para empresas que dependem de constante renovação tecnológica. Elas tendem a se concentrar perto dos centros de pesquisa. E é pouco provável que isso mude nos próximos anos: "A descentralização de atividades nobres é muito difícil. Os grandes centros continuam atraindo essas atividades porque neles se concentra o poder econômico, político e financeiro e também a mão de obra mais qualificada", diz o professor André Furtado, da Unicamp.

São Paulo experimenta a mesma tendência que atinge outras cidades globais: atraem empresas intensivas em tecnologia e capital e perdem indústrias convencionais - como as têxteis, metalúrgicas e de alimentos -, que saem em busca de terrenos menos valorizados e mão de obra mais barata. Cruz acha que os ganhos compensam as perdas: "São Paulo tem mantido mais ou menos o mesmo PIB nos últimos anos, o que mostra que as perdas têm sido compensadas."

A avaliação é que os atrativos de São Paulo são imbatíveis no confronto com outras capitais brasileiras. Caiado lembra que o arcabouço de universidades, laboratórios, centros de pesquisa e disponibilidade de cientistas faz uma parte. A outra vem com a oferta qualificada de serviços financeiros, de telecomunicações, de marketing, de consultoria e auditoria e jurídicos.

O economista acredita que a política industrial do governo paulista, em fase final de elaboração, vai criar mais estímulos às atividades de pesquisa e desenvolvimento, incorporando programas novos ao que já existe, como os parques tecnológicos e a Agência de Desenvolvimento do Estado. As informações são da edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG