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Indústria brasileira já sente impacto da crise mundial

Rio de Janeiro, 4 dez (EFE).- A atividade da indústria brasileira retrocedeu em outubro, com resultados negativos no faturamento, nas horas trabalhadas e no uso de capacidade instalada como conseqüência da crise financeira internacional, informaram hoje empresários do setor.

EFE |

Segundo o relatório mensal de indicadores da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o setor entrou em uma fase de "inflexão" pelos efeitos da crise global e reverteu a tendência positiva dos meses prévios.

O volume financeiro do faturamento do setor caiu 0,2%, as horas trabalhadas 0,3% e o uso de capacidade instalada 0,5%.

No acumulado do ano entre janeiro e outubro o faturamento ainda apresenta crescimento de 8%, mas começou a se desacelerar, pois até setembro passado a expansão era de 8,2%.

A baixa de novembro foi a maior queda pontual do indicador em relação ao mês imediatamente anterior desde janeiro, conforme o relatório.

Os números da CNI confirmam uma série de indícios de desaceleração da economia brasileira, como recentes anúncios de férias coletivas e demissões no setor automotivo, que responde por 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do setor.

Apesar da queda da produção, o nível de emprego industrial ainda se manteve tecnicamente estável, com crescimento de 0,1% em relação a setembro e de 3,9% comparado com novembro de 2007.

O setor de equipamento de transportes e o de máquinas e equipamentos registraram os maiores aumentos, com 19,3% e 11,9%, respectivamente, para ajudar a melhorar o índice geral de empregos na indústria.

O uso da capacidade instalada das fábricas ficou em 82,9% em outubro.

"O que temos agora são sinais de inflexão. Isso já é um reflexo da crise internacional", disse o gerente de política econômica do CNI, Flávio Castelo Branco.

O executivo previu que os impactos serão maiores nos três últimos meses do ano e que muitas empresas já estão reavaliando seus investimentos devido ao cenário internacional.

Para o começo de 2009 se espera uma situação menos propícia e redução do emprego industrial, acrescentou, a respeito de uma crise que afeta à indústria principalmente através da redução do crédito e da demanda final. EFE ol/jp

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