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Indústria baiana não demite e comércio vende

SALVADOR - As demissões que, por conta da crise financeira mundial, já atinge empresas localizadas em diversos Estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, ainda não demonstrou significativo impacto na indústria baiana. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica (Stim-BA), Silvio Renato Pinheiro, até o momento todas as demissões ocorridas estiveram dentro do esperado e não têm relação com a crise, porém a idéia de que demissões em massa possam ocorrer no próximo mês de janeiro, caso a situação persista, não é afastada. A situação no comércio também não tem sido preocupante, já que as contratações de Natal não deixaram de acontecer, segundo o jornal Tribuna da Bahia.

Agência Nordeste |

Conforme Pinheiro, muitas empresas baianas demonstraram situação contrária aos problemas enfrentados por empresas instaladas em outras áreas do País. Tivemos empresas que não registraram nenhuma demissão enquanto outras contrataram pessoas. Contrariando a crise, uma empresa mais que dobrou o quadro de funcionários e passou de 350 para 800 o número de trabalhadores contratados, revelou.

Pinheiro acredita, no entanto, que caso a situação não se estabilize até janeiro, as demissões possam começar a ocorrer. Por enquanto, não diria que as demissões ocorridas têm relação com a crise ¿ até porque o número é considerado normal ¿ porém, se a situação permanecer ou se agravar até janeiro, acho que as empresas poderão começar a sentir de maneira mais significativa seus efeitos negativos. Ainda estamos esperançosos, afirmou.

A crise, de acordo com Pinheiro, está em seu auge e precisa se estabilizar até janeiro ou, no máximo, início de fevereiro. Ainda estamos com expectativas positivas com relação às empresas baianas que continuam em situação confortável, porém se a crise se estender o cenário poderá ser modificado, considerou.

A única situação considerada preocupante, disse Pinheiro, é antecipação de férias coletiva concedida aos funcionários da Ford. Na verdade, o que nos preocupa é a volta dessas férias, que se encerra no final deste mês. Se a situação persistir, poderemos enfrentar problemas em janeiro, disse. Pinheiro contou ainda que, normalmente, as férias coletivas ocorrem no final de dezembro. Porém, só saberemos a influência da crise neste caso quando os funcionários retornarem ao trabalho, completou.

A crise, porém, já reflete na produção industrial brasileira, que registrou queda. Em setembro, a produção cresceu 1,5%, porém acabou declinando em outubro um percentual de 1,7%. Essa foi a maior queda registrada desde março de 2005. Conforme o IBGE, a situação é resultado da crise financeira mundial.

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