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Indústria avícola trabalha para evitar demissões, diz Turra

Porto Alegre, 13 - Além do corte de 20% na produção até março, as indústrias avícolas trabalham com medidas para evitar demissões em razão da crise financeira, disse hoje o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef), Francisco Turra, citando férias coletivas, redução de turnos ou de jornada. Segundo estimativa da entidade, a avicultura reponde pela renda de um milhão de famílias no Brasil.

Agência Estado |

A Abef não tem números globais sobre demissões no setor. No Rio Grande do Sul, um dos principais Estados exportadores de carne de frango, a Federação dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação calcula que mil funcionários foram dispensados nas últimas semanas, dos quais 80% na avicultura - por causa de demissões em uma empresa - e o restante no setor de lácteos. Na Doux Frangosul, há expectativa de férias coletivas em Montenegro (RS), mas ainda não foi tomada decisão, conforme a empresa.

Com aumento de 5% nas exportações, as indústrias avícolas esperam manutenção ou até crescimento nas vendas ao mercado interno em 2009, disse Turra. O setor considera que a carne de frango pode ganhar espaço de outras proteínas em momentos de contenção de gastos.

A região Sul respondeu por 74,9% do volume de carne de frango embarcado pelo Brasil em 2008, seguida pelo Centro-Oeste (12,7%) e Sudeste (12,3%). O Paraná liderou as exportações com pequena margem sobre Santa Catarina, com 26,8% e 26,7% do volume exportado. O Rio Grande do Sul ficou em terceiro, com 21,1%. Os principais compradores foram Japão, Hong Kong, Arábia Saudita, Venezuela e Países Baixos. O Brasil foi o maior exportador mundial do produto em 2008.

Queda na Produção

Em geral, Turra disse que espera menor ritmo das exportações do agronegócio em 2009. "O agronegócio vai perder fôlego este ano", avaliou, prevendo que o setor irá sentir a queda na produção. Já o setor avícola espera aumento de exportações e conta com boa oferta de milho, lembrou Turra, por causa do expressivo estoque de passagem (11 milhões de toneladas). A avicultura e a suinocultura consomem aproximadamente 50% da produção de milho. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima queda de 10,9% na produção de milho da primeira e segunda safras em 2008/09.

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