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Indústria argentina já prepara corte de custos

Preocupadas com a crise global, as indústrias na Argentina começam a reduzir custos, planejar demissões, adiar investimentos e se preparar para tempos duros. Isso ocorre nos setores automobilístico - onde as vendas caíram 1,5% em setembro e novas quedas estão previstas -, de autopeças e alimentos, entre outros.

Agência Estado |

No campo, a queda mundial dos preços das commodities agrícolas também preocupa.

A presidente Cristina Kirchner está de olho na evolução das moedas dos vizinhos, sobretudo do real, para evitar perda de competitividade do peso. Lideranças empresariais pedem ao governo um dólar mais alto, de forma a reduzir eventuais "invasões" de produtos chineses ou brasileiros.

O vice-presidente da União Industrial Argentina (UIA), José Ignacio de Mendiguren, afirma que o governo deveria levar o dólar para até pelo menos 3,20 pesos (na última semana subiu de 3,13 para 3,18 pesos), embora também peça medidas urgentes para conter a inflação e a redução dos juros. "Se as economias no mundo inteiro vão desaquecer, a nossa também; por isso, precisamos manter volumes exportáveis."

Os ruralistas, que na quarta-feira concluem seis dias de locaute (o quinto protesto contra o governo neste ano), pedem um dólar mais alto que o requerido pelos industriais. Segundo eles, para conseguir mais competitividade, é necessário um dólar em 3,60 pesos.

Fontes do governo citadas ontem pelo jornal Clarín disseram que a administração Cristina prepara uma série de medidas, entre elas a sustentação do dólar alto, a autorização para a alta de tarifas das privatizadas (de forma a reduzir os subsídios que o governo concede como forma de compensação pelas tarifas congeladas), além de novas linhas de crédito por meio do estatal Banco de la Nación. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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