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Indústria americana sofre maior queda mensal em quase 34 anos

Washington, 16 out (EFE).- A produção industrial americana caiu 2,8% em setembro, sua maior queda em sua em quase 34 anos, enquanto o índice de preços se manteve no nível dos consumidores, informou hoje o Governo dos Estados Unidos.

EFE |

A divulgação desses indicadores fez as bolsas despencarem novamente pelo temor de a maior economia do mundo entrar em recessão.

Vários indicadores desfavoráveis têm sido divulgados nos últimos dias, o que revela um forte arrefecimento na atividade econômica.

O Governo americano informou ontem que as vendas no varejo recuaram 1,2% em setembro.

Nos EUA, a despesa dos consumidores equivale a mais de 66% do Produto Interno Bruto (PIB). Por sua vez, as vendas no varejo equivalem a um terço das vendas finais na economia e a quase metade da despesa dos consumidores.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) disse hoje que a produção industrial e de serviços públicos dos EUA diminuiu 2,8% em setembro, a maior queda mensal desde dezembro de 1974.

Em um ano, a produção industrial caiu 4,5%, enquanto a queda no terceiro trimestre foi de 0,6%.

A maioria dos analistas tinha calculado uma redução de 1,5%.

Entre os fatores que pesaram neste indicador, destacam-se a greve na Boeing e o impacto dos furacões "Gustav" e "Ike" no sudeste dos EUA, que levaram 2,25 pontos percentuais da produção de setembro.

A produção das fábricas, que representa quase 80% da atividade industrial, caiu 2,6%, e a utilização da capacidade instalada desceu de 78,7% em agosto para 76,4% em setembro.

Por sua parte, o Departamento de Trabalho americano informou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) se manteve inalterado em setembro, mas já subiu 4,9% em um ano.

A maioria dos analistas tinha calculado aumento mínimo de 0,1 ponto percentual no IPC.

Sem os preços de energia e alimentos -os mais voláteis-, o núcleo da inflação do mês passado foi de 0,1%, índice de 0,1 ponto percentual a menos que o esperado pelos analistas.

A inflação atenuou-se em setembro graças à queda do preço dos combustíveis, do vestuário e dos automóveis, o que permitiu compensar o encarecimento dos alimentos e do atendimento público.

Em agosto, o IPC ficou 5,4 pontos percentuais acima dos preços do mesmo mês de 2007.

Em um ano, o núcleo da inflação até setembro foi de 2,5%.

A inflação dá ao Fed mais argumentos para outro afrouxamento da política monetária depois de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros - de 2% para 1,5% ao ano - como parte dos esforços para reativar o crédito e a economia.

Além disso, mostra que algumas empresas estão cortando seus preços para atrair os consumidores, que por vários meses vêm restringindo suas compras ao essencial, como comida e combustível.

Outro relatório do Departamento de Trabalho mostrou que o número semanal de pedidos de seguro-desemprego caiu em 16 mil na semana passada, situando-se em 461 mil.

A média de solicitações em quatro semanas subiu em 750 e chegou a 483.250, número mais alto desde outubro de 2001.

Na semana até 4 de outubro, o número de pessoas que continuavam recebendo seguro-desemprego subiu em 40 mil, para 3,71 milhões, o mais alto desde junho de 2003.

A média em quatro semanas das pessoas no seguro-desemprego aumentou em 65.750, chegando a 3,63 milhões, o nível mais alto desde julho de 2003.

Enquanto as novas solicitações são um indicador da perda de postos de trabalho, a permanência no seguro-desemprego mostra o quanto é difícil conseguir um emprego. EFE jab/wr/jp

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