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Com a aproximação do leilão que decidirá qual consórcio de empresas executará a Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, lideranças representando mais de 15 etnias que vivem na Bacia do Rio Xingu prometem para 5 de abril mais um protesto contra a construção da hidrelétrica, na Aldeia Piaraçu, reserva Capoto-Jarina, em Mato Grosso. Precisamos nos organizar e ficar unidos nessa hora, diz Betdjore Metuktire.

Em novembro de 2009, cerca de 250 lideranças indígenas protestaram, durante cinco dias, contra a hidrelétrica na mesma aldeia e interromperam a travessia da balsa do rio.

Prevista para ser erguida em Altamira, no Pará, a usina é o maior empreendimento energético do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, numa área de 160 mil km². Além de Altamira, ocupará parte da área dos municípios de Anapu, Brasil Novo, Senador Porfirio e Vitória do Xingu.

Desde 2001, o Ministério Público Federal do Pará questiona na Justiça o empreendimento. O órgão move oito processos contra a instalação da usina. Os principais argumentos são o desrespeito aos povos indígenas, os impactos ambientais e a questão financeira que envolve a usina.

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