O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de outubro apresentou variação de 0,28% e ficou 0,04 ponto percentual acima da taxa de 0,24% registrada no mês de setembro, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quarta-feira.

Com o resultado de outubro, o acumulado do ano fechou em 3,50%, bem abaixo da taxa de 5,23% relativa a igual período de 2008. Considerando os últimos doze meses, o resultado situou-se em 4,17%, também abaixo dos doze meses imediatamente anteriores (4,34%). Em outubro de 2008 a taxa havia ficado em 0,45%.

Combustível

A maior contribuição do mês foi verificada nos combustíveis, que ficaram mais caros em 1,74% e colaboraram com 0,08 ponto percentual no índice de outubro, sendo 0,04 ponto do álcool e 0,04 da gasolina. Em período de menor oferta, o consumidor passou a pagar, em média, mais 10,61% pelo litro do álcool e 1,06% pelo litro da gasolina. A alta do álcool chegou a 14,64% na região metropolitana de São Paulo e 12,39% na região de Porto Alegre.

Além dos combustíveis, as despesas com Transportes (de 0,27%, em setembro, para 0,51% em outubro) aumentaram devido à alta dos automóveis novos (de 0,67% para 1,08%), seguro de veículos (de 0,26% para 2,73%) e das tarifas de ônibus intermunicipais (de 0,08% para 0,62%).

Segundo o IBGE, aumentaram, também, as despesas com Comunicação (de 0,22% para 0,91%) em vista da conta da telefonia fixa, que passou de 0,32%, em setembro, para 0,50% em outubro. Subiram, ainda, as variações dos grupos Artigos de Residência (de -0,03% para 0,38%) e Vestuário (de 0,58% para 0,64%).

Em ritmo mais lento do que no mês anterior, o gás de botijão (de 3,40% para 1,18%) continuou subindo, assim como a taxa de água e de esgoto (de 0,82% para 0,53%), cujo resultado se deve somente à variação de 1,81% em São Paulo, reflexo de parte do reajuste médio de 4,43% ocorrido em 11 de setembro. Com isto, as despesas com Habitação passaram de 0,62%, em setembro, para 0,28% em outubro. Esse comportamento também foi verificado no grupo Despesas Pessoais, que passou de 0,52% para 0,20%, influenciado pelo item empregados domésticos (de 1,15% para 0,27%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,30%) apresentou mesmo resultado do mês anterior e Educação (0,07% para 0,04%) ficou bem próximo. Com isso, o agrupamento dos produtos não alimentícios teve alta de 0,39%, acima dos 0,35% de setembro.

O grupo Alimentação e Bebidas (de -0,14% para -0,09%) mostrou queda mais branda do que em setembro, influenciado, principalmente, pela cebola (de 5,78% para 26,89%), carnes (de 0,26% para 1,23%), açúcar refinado (de 9,15% para 9,56%) e tomate (de 2.42% para 6,74%), além do leite pasteurizado (de -8,76% para -6,73%). Mas a maioria dos alimentos se apresentou em queda, com os destaques na tabela a seguir.

INPC de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,24% em outubro, acima do resultado de 0,16% de setembro. No ano, o INPC ficou em 3,48%, abaixo de igual período do ano anterior (5,77%). Considerando os últimos doze meses, o resultado de 4,18% também ficou abaixo dos doze meses imediatamente anteriores (4,45%). Em outubro de 2008 o INPC foi 0,50%. Os produtos alimentícios passaram de -0,30%, em setembro, para -0,04% em outubro, enquanto os não alimentícios apresentaram o mesmo resultado do mês anterior (0,36%).

Dentre os índices regionais, Belém (0,52%) apresentou o maior resultado com os alimentos apresentando a maior variação (1,01%). O menor índice foi o de Goiânia (-0,12%) onde os alimentos apresentaram queda de 0,86%, o menor resultado entre as regiões pesquisadas.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de setembro a 29 de outubro (referência) com os preços vigentes no período de 29 de agosto a 28 de setembro (base). O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 06 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

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