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Índice futuro sugere novo dia de valorização na Bovespa

SÃO PAULO - O mercado futuro acena com mais um pregão de alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Há pouco, o Ibovespa com vencimento em fevereiro ganhava 0,74%, para 39.

Valor Online |

190 pontos. Parte do bom humor pode ser atribuído ao cenário menos conturbado hoje, e à valorização no preço de algumas matérias-primas.

Em Wall Street, os índices futuros operam sem tendência definida. O destaque segue no setor de tecnologia. Depois da IBM, ontem a Apple anunciou resultados trimestrais acima do esperado. A fabricante dos computadores Mac, do iPod e do iPhone embolsou US$ 1,61 bilhão, ou US$ 1,78 por ação, no seu primeiro trimestre fiscal. Mesmo crescendo pouco, o resultado ficou acima do previsto pelos analistas. Para hoje são aguardados os números da Microsoft, Google e AMD.

Já a fabricante de celulares Nokia viu seu lucro cair 69% no quarto trimestre para 576 milhões de euros, reflexo de uma redução de 19% nas vendas, que somaram US$ 12,66 bilhões.

Na agenda do dia, dados sobre a construção de novas moradias, pedidos por alvarás de construção e requisições semanais por seguro-desemprego. No campo político, os agentes assimilam as notícias indicando que três-quartos do plano de recuperação de Barack Obama será implementado dentro de 18 meses.

Por aqui, atenção para a reação dos agentes à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que cortou a taxa básica em 1 ponto percentual, para 12,75% ao ano. A decisão surpreende, pois o consenso era de redução de 0,75 ponto.

Na Europa, o pregão é de alta, com os bancos recuperando valor e as empresas de energia seguindo a cotação do petróleo. Há pouco, o FTSE-100, da Bolsa de Londres, subia 1,15%, enquanto Xetra-DAX, de Frankfurt, ganhava 1,07%.

No mercado de câmbio, o dólar segue perdendo valor ante o real, movimento propiciado pela menor aversão ao risco. Há pouco, a divisa valia R$ 2,321 na venda, queda de 1,31%. Hoje, o Banco Central faz mais um leilão para rolar os contratos de swap que vencem em fevereiro.

Ontem, as preocupações com o setor financeiro deram trégua depois que Timothy Geithner, indicado para o Tesouro dos EUA, acenou com um novo plano de resgate para os bancos.

Além da cena externa mais tranqüila, a valorização das commodities ajudou o Ibovespa a conquistar os 38.542 pontos, ou alta de 3,41%. O giro financeiro somou R$ 3,47 bilhões. Ganhos também em Wall Street, onde Dow Jones subiu 3,51%, e o Nasdaq aumentou 4,6%.

Na Ásia, o destaque ficou por conta dos dados sobre o crescimento da China no quarto trimestre. A economia cresceu 6,8%, desacelerando de 9% no terceiro trimestre. Esta foi a menor taxa de crescimento em sete anos. Os dados não surpreenderam negativamente os investidores, e as bolsas em Xangai e Hong Kong subiram 1% e 0,59%, respectivamente.

Conforme o esperado, o Banco do Japão optou pela estabilidade da taxa básica de juros em 0,1% ao ano, mas anunciou que aumentará a recompra de títulos públicos e outros tipos de dívida, como commercial papers. Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei-225 subiu 1,09%. Já em Seul os ganhos somaram 1,14%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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