SÃO PAULO - Passada a forte correção da segunda-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acena com a possibilidade de alta na sessão de hoje. A indicação é dada pelo índice futuro, que opera com valorização na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F).

Há pouco, o Ibovespa com vencimento em dezembro ganhava 0,72%, aos 35.300 pontos.

Em Wall Street, o mercado futuro também sinaliza a possibilidade de recuperação depois das quedas recordes de ontem. Sem indicadores de peso na agenda do dia, a atenção está voltada para o setor automobilístico, com as empresas apresentando as vendas mensais. A expectativa aponta para quedas de 20% a 40% em novembro, refletindo a falta de crédito, a perda de empregos e a menor confiança do norte-americano.

Também é esperado que Ford, General Motors (GM) e Chrysler apresentem seu plano de negócios ao Congresso dos EUA onde buscam bilhões de dólares em ajuda. As empresas já tentaram levantar US$ 25 bilhões junto com os congressistas, mas a liberação do dinheiro acabou condicionada à apresentação de um plano que justifique o auxílio. Cada uma delas mostrará seu projeto.

Ainda hoje, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, falará sobre as relações entre Estados Unidos e China e o presidente do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia, Charles Plosser, discursa sobre o cenário econômico.

Na Europa, Londres recupera as perdas do começo do pregão. Na sessão de ontem, a confirmação oficial de que os Estados Unidos estão em recessão junto com mais uma rodada de dados econômicos negativos promoveram um forte ajuste de baixa nos principais mercados do mundo.

O Dow Jones perdeu 7,7%, quarto pior resultado desde que o índice foi criado em 1896. Puxado pelos bancos, o S & P 500 caiu 8,93% e a bolsa eletrônica Nasdaq afundou 8,95%.

Por aqui, as quedas também foram acentuadas, com a baixa de quase 10% no preço do petróleo atingindo as ações da Petrobras. O Ibovespa declinou 5,07%, encerrando aos 34.740 pontos. O giro financeiro foi baixo, somando R$ 2,73 bilhões.

A Ásia refletiu hoje as quedas da segunda-feira. Em Tóquio, a preocupação com o setor industrial somado à valorização do iene frente ao dólar derrubou o índice Nikkei 225 em 6,35%, para menos de 8 mil pontos. Em Seul, a perda foi de 3,35%. Na China, Hong Kong cedeu 4,98%, enquanto Xangai caiu apenas 0,26%.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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