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Índice futuro acena com novo dia de baixa na Bovespa

SÃO PAULO - Mantida a sinalização proveniente do mercado futuro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve começar o pregão desta quinta-feira em território negativo. Há pouco, o Ibovespa com vencimento em fevereiro caía 0,90%, para 38.

Valor Online |

250 pontos.

Em Wall Street, a agenda de indicadores do dia impõe cautela, mas o sentimento do investidor melhorou um pouco depois que o JP Morgan Chase apresentou resultado dentro do esperado. O banco ganhou US$ 702 milhões no quarto trimestre, ou US$ 0,07 por ação. Em igual período de 2007, o ganho foi de quase US$ 3 bilhões. No período, a instituição registrou US$ 680 milhões em baixas contábeis.

O dia ainda reserva o Índice de Preços ao Produtor (PPI), os pedidos por seguro-desemprego e o índice de atividade do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia. Após o fechamento das bolsas, a Intel divulga seu balanço.

No setor financeiro, que voltou a ganhar destaque nos últimos dias, o foco está sob o Bank of America, depois que reportagem do Wall Street Journal apontou que o Tesouro deve emprestar mais alguns bilhões de dólares à instituição, que ainda assimila a compra do Merrill Lynch.

No lado imobiliário, epicentro da crise atual, a empresa Realty Trac anunciou que o número de execuções imobiliárias (via falência, leilão e retomada do bem) somou 3,16 milhões em 2008, crescimento de 81% na comparação com 2007.

Na Europa, os agentes aguardam a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) enquanto reavaliam o setor financeiro depois das notícias negativas de ontem, quando o Deutsche Bank alertou para um prejuízo de US$ 6,4 bilhões e relatório do Morgan Stanley colocou a saúde financeira do HSBC sob suspeita. Há pouco, o FTSE-100, da Bolsa de Londres, perdia 0,13%, enquanto o Xetra-DAX, de Frankfurt, recuava 0,10%.

No mercado de commodities, o petróleo segue perdendo valor. Na Ásia, o barril chegou a ser negociado na casa dos US$ 36 depois que os estoques subiram e as vendas recuaram nos Estados Unidos.

Com a aversão ao risco em patamares elevados a procura por dólar no mercado interno segue elevada e a divisa registra o quarto dia seguido de valorização. Há pouco, a moeda valia R$ 2,390, alta de 1,87%.

Segundo a AGK Corretora, dentro desse ambiente de incerteza o Banco Central terá que ser mais agressivo na venda de dólares se desejar segurar a moeda entre R$ 2,35 e R$ 2,40.

Ontem, as ordens de venda dominaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) que fechou aos 37.981 pontos, ou queda de 3,95%. A preocupação com o setor financeiro internacional derrubou os papéis dos bancos e o sinal de menor demanda nos EUA segurou o preço da ações relacionadas às matérias-primas em baixa.

Em Wall Street as perdas também foram acentuadas com o Dow Jones registrando queda de 2,94%, enquanto a bolsa eletrônica Nasdaq caiu 3,67%.

Esse pessimismo chegou hoje à Ásia, derrubando o índice Nikkei-225, da Bolsa de Tóquio, em 4,92%. Em Seul a baixa foi de 6,03%. E na China, Hong Kong e Xangai desvalorizaram 3,37% e 0,45%, respectivamente.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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