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Índice de sustentabilidade da Bolsa refletirá práticas climáticas

No ano em que completa cinco anos de existência, o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) passará por uma grande mudança: vai ampliar o escopo das questões aplicadas às empresas que o integram para verificar como tratam questões climáticas. Um dos indicadores criados pela Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (BM&FBovespa), ele reflete o desempenho em pregão das empresas consideradas ¿mais sustentáveis¿ da Bolsa. Para participar, as companhias têm de estar entre as mais líquidas e mostrar boas práticas de sustentabilidade.

Redação Economia |

O ISE é comporto por uma carteira de 43 ações, representado 34 companhias. Edemir Pinto, diretor-presidente da Bolsa, estima que esses papéis tenham um valor de mercado de R$ 730 bilhões, com integrantes de 15 setores diferentes da economia. Esse valor significa um terço de toda a Bolsa. Os últimos setores a ingressarem no ISE foram construção civil, seguros e máquinas e equipamentos.

Segundo Mario Monzoni, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e um dos responsáveis pela elaboração e manutenção das regras do ISE, a partir deste ano as companhias condidatas a compor indicador terão de responder mais um formulário, praticamente idêntico ao utilizado pela Global Reporting Iniciative (GRI) ¿ considerada a certificação internacional de boas práticas em relação ao clima e meio ambiente.

Um dos papéis do ISE é fomentar instrumentos financeiros. Logo em 2005, após sua criação, alguns bancos lançaram fundos espelhando o índice, afirma Monzoni, dimensionando a importância do indicador para o mercado financeiro. O professor prevê que em dez ou vinte anos não haverá no mundo produtos que não levem em consideração em sua produção as melhores práticas de governança e sustentabilidade.

No primeiro ano, essas questões ambientais não irão pontuar para a composição do índice. Mas, a partir do próximo ano, as informações serão levadas em consideração para a composição da carteira, afirma Monzoni. Vamos oferecer para a sociedade uma ferramenta para avaliação das práticas em relação às mudanças climáticas.

A própria BM&FBovespa deve elaborar neste ano o seu relatório GRI. Nesse sentido, ela também irá se candidatar a integras o ISE. Segundo Edemir Pinto, parte da iniciativa foi a contratação de Sonia Favaretto como diretora de sustentabilidade da Bolsa, que acumula o cargo de presidente do conselho diretor do ISE. A Sonia tem a missão de nos entregar até o final do ano uma Bolsa sustentável, diz Edemir. Nosso objetivo é passar pelo próprio questionário da FGV, para que nossas ações passem a fazer parte do índice. Só estamos avaliando se não haverá algum conflito de interesses, afirma o diretor-presidente da Bolsa.

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