RIO - O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) avançou 2,65% entre abril e junho deste ano, a maior taxa trimestral desde março de 2003 (5,28%), informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira. Nos três primeiros meses de 2008, o indicador aumentou 1,37%.

O grupo Alimentação influenciou basicamente na elevação do IPC-3i no segundo trimestre deste ano, ao sair de um acréscimo de 2,47% entre janeiro e março para 5,71% nos três meses seguintes. Com este acréscimo, a contribuição de Alimentação para o resultado do IPC-3i passou de 55% no trimestre anterior para 66% no atual, observou a FGV em nota.

Ficaram mais caros na passagem de um trimestre para outro as hortaliças e legumes (4,68% para 16,06%), as carnes bovinas (-3,18% para 13,20%), os panificados e biscoitos (3,09% para 12,89%) e os laticínios (1,28% para 4,29%).

Na mesma base de comparação, também contribuíram para a aceleração do IPC-3i os ramos Saúde e cuidados pessoais, com crescimento de 2,17% ante 1,15%, Vestuário, que deixou para trás queda de 1,13% para acréscimo de 2,65%, e Transportes, com crescimento de 0,65% frente a 0,13%. Habitação passou de uma expansão de 0,84% para 0,95%.

Com abrandamento na trajetória de alta figuraram Educação, leitura e recreação, de 3,09% no primeiro trimestre para 1,71% nos três meses até junho, e Despesas Diversas, de 1,08% para 0,62%.

O IPC-3i mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade. É calculado com base em ponderações distintas do índice de preços geral, por levar em consideração despesas mais significativas da terceira idade.

(Valor Online)

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