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Índice de paulistanos endividados é o menor desde 2004

O endividamento do paulistano caiu em agosto 8 pontos porcentuais em relação a julho, passando a atingir 45% dos consumidores, informou a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP). Esse é o menor índice apurado pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) em toda a série histórica, iniciada em fevereiro de 2004.

Agência Estado |

O menor nível até então era 48%, registrado em dezembro de 2007 e em fevereiro e março de 2008. Em relação a agosto do ano passado, quando o indicador era de 59%, houve queda de 14 pontos porcentuais.

No que se refere ao nível de inadimplência, ou seja, consumidores com contas em atraso, o índice ficou em 31%, uma retração de 4 pontos porcentuais em relação ao mês anterior e queda de 13 pontos na comparação com o mesmo período de 2007, quanto atingiu 44%.

O tempo de atraso das dívidas para a maior parte dos consumidores (34%) vai de 30 a 60 dias, enquanto para 29% o período é superior a 90 dias. Já para 24% o atraso é de até 30 dias e para 12%, é de 60 a 90 dias.

O desemprego foi apontado por 29% dos consumidores como principal motivador das dívidas, seguido por falta de controle financeiro (28%). O cartão de crédito continua sendo o grande vilão, representando 45% das pendências dos consumidores, seguido pelos carnês (25%). Para 35% dos paulistanos consultados, os gastos com habitação foram o tipo de despesa que mais afetou as dívidas atuais, seguidos por eletrodomésticos (16%) e vestuários (13%).

De acordo com a Peic, há mais paulistanos com dívidas na faixa de rendimento de até três salários mínimos (55%). Já entre os consumidores que ganham de três a dez salários, a porcentagem de endividados é de 50%, enquanto entre os que ganham acima desse valor o índice é de 31%. Em relação à inadimplência, 46% dos endividados com renda até três salários mínimos estão com contas em atraso, contra 29% dos que ganham de três a dez salários mínimos,e 13% entre os que possuem renda acima desse valor.

Na análise do comprometimento da renda para o pagamento de dívidas, em agosto, o índice apresentou alta de 4 pontos porcentuais, ficando em 34%. A pesquisa mostra ainda que 64% dos consumidores ouvidos declararam a intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso. Na segmentação por renda, observa-se que a intenção de pagamento é maior entre consumidores que ganham mais de dez salários mínimos (74%), contra aqueles com rendimentos entre três e dez salários mínimos (71%) e pelos que recebem até três salários mínimos (56%).

Com relação ao prazo médio de comprometimento da renda, a maior incidência é no período de três meses a um ano (40%). O restante divide-se entre os períodos de até três meses (19%) e mais de um ano (38%).

 

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