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Índice de desemprego nos EUA se mantém em 5,5% e número de empregos diminui

Washington, 3 jul (EFE).- Pelo sexto mês consecutivo, foram registradas perdas de postos de trabalho nos Estados Unidos, onde o índice de desemprego em junho foi de 5,5%, mantendo o nível de maio, informou hoje o Governo americano.

EFE |

O Departamento de Trabalho do país indicou que no mês passado houve uma perda líquida de 62 mil empregos.

Nos primeiros seis meses deste ano, a economia americana teve uma perda líquida de 438 mil postos de trabalho, segundo dados oficiais.

Durante todo o ano de 2007, a economia gerou uma média de 91 mil trabalhos por mês Um indicador mais amplo do desemprego, que inclui as pessoas que desistiram de buscar trabalho, subiu de 9,7% em maio para 9,9% em junho, o nível mais alto em quatro anos.

E o número de pessoas que têm um emprego de meio período porque não encontram um de tempo integral subiu 3,5% em junho e chegou a 5,4 milhões. Em um ano, esse contingente de trabalhadores aumentou em 1,1 milhão de pessoas e está em seu número mais alto em 14 anos.

O índice de desemprego tinha subido de 5,1% em abril para 5,5% em maio, o maior aumento em duas décadas. O desgaste do mercado de trabalho ao longo de um semestre é o indício mais claro de que a economia dos EUA pode ter entrado em uma recessão.

A maioria dos analistas esperava uma perda entre 55 mil e 62 mil empregos em maio e uma queda do índice de desemprego para 5,4%.

O relatório afirma que o total de horas trabalhadas por semana caiu 0,1% em junho. Nas fábricas, o total de horas trabalhadas baixou 0,5% em junho e em um ano diminuiu 3,6%.

Os analistas esperam que o desemprego aumente ainda mais no que resta do ano: o aumento nos preços da gasolina, a queda nos preços dos imóveis, e as reduções no crédito continuar afetando uma economia que se movimenta lentamente.

As remunerações por hora em média subiram em maio 0,3%, para US$ 18,01. Em um ano, cresceram 3,4% e, no mesmo período, os preços pagos pelos consumidores aumentaram 4,2%.

Enquanto os aumentos de remunerações se mantêm moderados pelo crescente desemprego, os salários reais continuam caindo, e isto reduz os gastos dos consumidores, que nos EUA equivalem a mais de dois terços da economia.

Em junho, a construção civil perdeu 43 mil postos de trabalho, as fábricas perderam 33 mil e o emprego temporário perdeu outros 30 mil. A quantidade de postos de trabalho no setor do varejo também diminuiu e perdeu 7.500 empregos, e os serviços financeiros eliminaram 10 mil vagas.

Ao mesmo tempo, manteve-se firme a contratação de trabalhadores nos setores que a sustentaram durante anos: a assistência da saúde acrescentou 15 mil empregos, o Governo somou outros 29 mil e os serviços de alimentação acrescentaram 16 mil postos de trabalho.

Dos 274 setores da economia analisados no relatório do Departamento de Trabalho, 46,9% tiveram aumento do emprego em junho, comparado com 45,6 % em maio.

O enfraquecimento do mercado de trabalho reduz as chances de o Fed (banco central americano) aumentar as taxas de juros nos próximos meses para conter a inflação.

Outro relatório divulgado hoje pelo Departamento de Trabalho mostrou que o número semanal de solicitações do seguro-desemprego aumentou em 16 mil e chegou a 404 mil na semana passada.

Desta maneira, a média de solicitações em quatro semanas, que é um indicador mais amplo, chegou ao nível mais alto desde outubro de 2005, imediatamente depois do furacão Katrina.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse que "é muito preocupante que o país continue perdendo postos de trabalho enquanto sobe o custo da vida e continua a crise do setor imobiliária".

Segundo Reid, tudo isto "deixa mais em evidência o fracasso da política econômica" do presidente dos EUA, George W. Bush.

Os dados sobre o desemprego estão "dentro das expectativas", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, que acrescentou que, "sem dúvida", o país está "em um período de crescimento lento".

Em fevereiro, o Congresso aprovou, a pedido de Bush, um conjunto de medidas "de estímulo econômico" que incluiu a distribuição de cerca de US$ 152 bilhões para mais de 130 milhões de contribuintes.

O Governo já distribuiu desde maio aproximadamente US$ 86 bilhões, mas devido ao rápido aumento nos preços dos combustíveis e dos alimentos, a maioria dos analistas acredita que os consumidores usarão o "estímulo" para pagar dívidas e despesas básicas ao invés de adquirir novos bens.

Para a porta-voz, por enquanto os indícios apontam que os cheques do "estímulo" estão sendo destinados ao consumo. "É exatamente o efeito que queríamos, em termos de vendas no varejo, pois isso estimula a economia", diz.

Perino disse que este aumento no índice de desemprego "respondeu a vários fatores que incluem os preços mais altos da energia e o excesso de construção de imóveis que causou um problema de oferta e procura".

"Também teve como resultado alguma turbulência nos mercados financeiros", acrescentou.

O senador Reid lembrou que os democratas propuseram uma extensão do período de seguro-desemprego e afirmou que é urgente uma solução para a crise no setor imobiliário e a contenção dos preços da energia. EFE jab/rb/rr

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