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Indicadores externos fracos e ações da Vale puxam baixa do Ibovespa

SÃO PAULO - Depois de o Ibovespa subir nos dois últimos pregões, os investidores aproveitaram os negócios desta quinta-feira para embolsar ganhos, em meio à frustração com novos indicadores macroeconômicos divulgados no mercado externo. Na máxima do dia, o Ibovespa atingiu 70.183 pontos, mas o desempenho fraco dos papéis da Vale e a baixa apresentada pelas bolsas europeias pesaram sobre o mercado brasileiro.

Valor Online |

O índice fechou aos 69.884 pontos, desvalorização de 0,14%. O giro financeiro atingiu R$ 5,851 bilhões.

O analista da Omar Camargo Corretora, Luiz Augusto Pacheco, assinala que os números semanais do mercado de trabalho americano contribuíram para a força vendedora no pregão. De acordo com o Departamento do Trabalho, os novos pedidos de seguro-desemprego somaram 462 mil na semana encerrada em 6 de março, o que representou uma queda de 6 mil em relação à leitura anterior, de 468 mil.

"Os pedidos não caíram tanto como se esperava, e os mercados têm ficado sensíveis a essas divulgações de trabalho. O indicador pesou sobre o Ibovespa, ainda mais depois da alta de ontem", pontuou Pacheco.

Ainda no cenário externo, o Departamento Nacional de Estatísticas da China revelou que o índice de preços ao consumidor subiu 2,7% em fevereiro, na comparação anual. Na mesma base de comparação, o índice de preços ao produtor no país registrou elevação de 5,4%. O resultado ficou acima da marca de janeiro, de 4,3%, e da leitura de dezembro de 2009, de 1,7%.

Os dados também não agradaram os agentes, que ficaram apreensivos em relação à possibilidade de adoção de novas medidas de aperto monetário pelo governo chinês.

As bolsas americanas operaram em baixa ao longo de boa parte do pregão, mas inverteram a trajetória ao fim do dia, o que contribuiu para a redução das perdas no Brasil.

O índice Dow Jones fechou com valorização de 0,42%, enquanto o S & P 500 e o Nasdaq ganharam 0,40%.

No cenário doméstico, os papéis PN da OGX Petróleo subiram 4,64%, a R$ 17,8. As ações ainda lideraram a lista de volume negociado, com giro de R$ 737 milhões.

De acordo com agentes consultados, contribuiu para a expressiva valorização dos papéis o anúncio feito pela petrolífera britânica BP, de que pagará US$ 7 bilhões à americana Devon Energy por um conjunto de ativos que lhe permitirá atuar na exploração de petróleo nas reservas da costa brasileira e do pré-sal, e ampliar sua presença no Golfo do México.

Também figuraram entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis PNA da Braskem, com ganhos de 3,42%, a R$ 13,3, e os PN da Klabin, com apreciação de 2,73%, a R$ 5,26.

Na ponta oposta, as units da ALL recuaram 2,48%, a R$ 16,47, enquanto as ações da Gafisa caíram 2,1%, para R$ 13,95, e as da JBS perderam 1,72%, a R$ 9,13.

Entre as blue chips, destaque positivo apenas para as ações PN da Petrobras, que subiram 0,13%, para R$ 37,05, e para Itaú Unibanco PN, que avançou 0,26%, para R$ 38,00. Os papéis BM & FBovespa ON tiveram queda de 0,66%, a R$ 11,91; e Gerdau PN perderam 0,82%, a R$ 27,60.

Além disso, as ações Vale PNA caíram 0,80%, a R$ 46,68. As atenções dos agentes se voltaram à possível emissão de bônus, pela empresa, denominados em euros no mercado de capitais global. Segundo nota divulgada, os recursos serão usados para atender a " propósitos corporativos em geral " .

A mineradora pediu a listagem dos bônus na Bolsa de Luxemburgo e notou que os papéis serão obrigações sem garantias e serão " pari passu " a todas as obrigações da Vale de natureza semelhante.

As ações ordinárias da Petrobras movimentaram R$ 722 milhões no pregão, enquanto os papéis PNA da Vale giraram R$ 693,4 milhões.

Para encerrar a semana, a agenda de sexta-feira reserva os dados de vendas do varejo nos Estados Unidos, relativos a fevereiro.

(Beatriz Cutait | Valor)

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