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Indicador de preço do café da OIC cai 0,4%

São Paulo, 05 - O indicador de preço do café da Organização Internacional do Café (OIC) teve média de 107,88 cents por libra-peso em novembro. O resultado representa queda de 0,4% em relação ao mês anterior, quando a média foi de 108,31 cents.

Agência Estado |

Segundo relatório divulgado hoje pela OIC, desde o ponto alto da crise internacional, em setembro, o indicador da OIC apresenta queda de cerca de 15%.

A OIC constata, no entanto, que os preços do robusta são um contraste em relação aos demais tipo de café, mantendo-se em alta, apesar da volatilidade. A cotação do robusta teve elevação de 2,25% em novembro ante o mês anterior, provavelmente em virtude do problemas climáticos no Vietnã, que atrasou a colheita do produto.

Quanto aos fundamentos do mercado de café, a OIC revela que a tendência é de preços relativamente firmes. A produção no ano agrícola 2007/08 foi de 115,4 milhões de sacas de 60 quilos, para uma demanda de 125 milhões de sacas em 2007.

No ano agrícola 2008/09, agora em andamento, a produção está estimada em cerca de 132,5 milhões de sacas. Este ano, o consumo global está estimado em 128 milhões de sacas pela OIC.

Estimativa

Quanto ao ano agrícola 2009/10, a primeira estimativa para a produção brasileira, a maior do mundo, deverá ser divulgada na segunda-feira. Espera-se que haverá uma redução na produção brasileira no ano que vem, por causa do ciclo bienal da variedade arábica.

Além disso, recentes problemas climáticos na América Central e na Colômbia terão impacto negativo sobre a produção no ano agrícola 2008/09, especialmente na Colômbia, que foi seriamente atingida. Desse modo, a produção poderá diminuir nesses países, ao passo que a demanda mundial continua a se expandir, prevê a OIC.

A expectativa é que os custos com fertilizantes apresentem queda, reduzindo o desembolso de produtores em alguns países exportadores. Mesmo assim, na Colômbia, governo e a federação de cafeicultores entraram em acordo para criar um mecanismo de garantia de preço mínimo.

Dólar

A OIC comentou ainda que a apreciação do dólar tem se refletido em muitos países exportadores. O dólar firme tem permitido uma melhoria da competitividade do setor exportador e também dos cafeicultores. No entanto, ressalva a OIC, a atual taxa cambial também contribui para um aumento dos custos dos insumos e equipamentos agrícolas para que a indústria de café. Isso pode provocar uma redução dos investimentos e ter um efeito negativo sobre o volume e a qualidade da produção futura.

A recente queda da cotação do petróleo deve exercer pressão sobre os preços dos fertilizantes, avalia a OIC. Até agora, porém, o decréscimo dos preços é insuficiente para compensar o impacto da alta do dólar.

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