Está marcada para a próxima terça-feira, dia 24, às 12 horas, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, a sabatina de Aldo Luiz Mendes, indicado pelo presidente da República para o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central (BC). A indicação precisa ser aprovada pela CAE e pelo plenário do Senado para que Mendes assuma o cargo, após o afastamento de Mario Torós anunciado pelo BC na última segunda-feira.

Aldo Mendes, doutor em economia pela Universidade de São Paulo, já exerceu o cargo de diretor de Finanças e Mercado de Capitais no Banco do Brasil e foi vice-presidente da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima), além de ter integrado os conselhos de administração da BM&F e da Central Interbancária de Pagamentos (CIP). O indicado ocupou entre 2005 e 2009 a vice-presidência de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do Banco do Brasil e atualmente presidia a Companhia de Seguros Aliança do Brasil.

A mensagem presidencial com a indicação do novo diretor do BC foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira. A sabatina foi marcada já para a próxima semana a pedido do líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), para que Mendes assuma a nova função antes da próxima reunião do Copom, prevista para o dia 8 de dezembro.

Ainda na terça-feira, a CAE fará outras duas reuniões. Às 9h30 os senadores se reúnem para votar as emendas que a comissão apresentará ao projeto de Orçamento de 2010, e ainda três mensagens de abertura de crédito. As mensagens autorizam Estados a contratar operação de crédito com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para financiar programas de infraestrutura, saúde e reformas sociais.

Após as votações, a CAE fará audiência pública conjunta com as comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Educação (CE), e Assuntos Sociais (CAS) para ouvir o ministro da Cultura, Juca Ferreira, sobre o projeto do governo que cria o Vale Cultura. O projeto foi aprovado pela Câmara em outubro, e precisa do aval do Senado para ser levado à sanção.

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