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Indicado para comandar AB, Edmond garante que crise não afeta fusão

SÃO PAULO - A crise não irá afetar a fusão de US$ 52 bilhões entre as cervejarias belgo-brasileira InBev e norte-americana Anheuser-Busch. Segundo o presidente da AmBev, Luiz Fernando Edmond, que agora irá comandar a companhia norte-americana, o acordo fechado com o grupo de bancos que irá financiar a operação vale inclusive em momentos de turbulência.

Valor Online |

"A transação, do ponto de vista financeiro, está garantida", afirmou o executivo.

Ele diz, ainda, que o adiamento da oferta de ações da InBev - cujos recursos seriam usados também na transação - não terá efeito algum sobre o acordo com as instituições financeiras.

"Quando a InBev montou o negócio, se precaveu muito para ter a garantia dos bancos para qualquer cenário. E isso incluía a não realização da oferta de ações por um período de até seis meses", disse Edmond. "Hoje a oferta está sendo postergada porque a volatilidade do mercado não dá a tranqüilidade necessária para isso. Exatamente para garantir isso é que o acordo com os bancos para o financiamento estabelecia a possibilidade de fazer a oferta de capital em até seis meses", acrescentou.

Sobre a crise financeira, Edmond afirmou que a cervejaria não irá sofrer os efeitos como aquelas empresas que se aproveitaram da disponibilidade de crédito barato em moeda estrangeira. Mas, ainda assim, haverá repercussões para a InBev. "Não há ninguém imune à crise, mas não há nada caótico para nós", afirmou.

Segundo ele, na parte do consumo, a crise deve afetar principalmente a compra de bens duráveis que, em sua avaliação, cresceu "enormemente" no período pré-crise. Com a retração do crédito, são esses produtos que deverão sofrer maiores quedas nas vendas. "Somos mais resilientes", afirmou ele. "Mas isso não quer dizer que não seremos afetados", ponderou em seguida.

O executivo afirma que as mudanças na direção da Anheuser-Busch com a chegada da InBev já estão ocorrendo, sendo ele próprio exemplo disso. Ainda assim, ele afirmou ser muito cedo para dizer quem irá levar do Brasil para a companhia sediada em Saint Louis, nos EUA. "Há muita gente boa lá. Não dá para saber ainda quem vai aqui do Brasil", disse. "O que é verdade é que queremos mais ousadia nas decisões, mais foco em resultados, para sermos mais eficientes e termos maior produtividade", completou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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