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Indianos investem no Brasil para exportar software e serviços de TI

A Índia é reconhecida mundialmente como exportadora de software e serviços de tecnologia da informação. Mesmo assim, empresas indianas, como a Satyam e a Tata Consultancy Services, investem para ampliar suas operações no Brasil e usam parte dessa capacidade para exportar serviços.

Agência Estado |

Durante esta semana, Ram Mynampati, presidente da Satyam, quarta maior empresa de serviços de tecnologia da Índia, visitou o Brasil e anunciou planos de expansão.

A Satyam tem 200 funcionários no País, e inaugurou um novo centro de desenvolvimento em Londrina (PR), com capacidade para até mil funcionários. A empresa também tem um centro de desenvolvimento em São Paulo. "Os custos de São Paulo são menores que os dos Estados Unidos e maiores que os da Índia", disse Mynampati. "Londrina é de 30% a 35% mais barata que São Paulo, e tem custos comparáveis aos da Índia."

Segundo o presidente da Satyam, a empresa pode construir centros em outras cidades brasileiras, que combinem custos mais baixos com boa infra-estrutura e boa oferta de mão-de-obra. "A oferta de mão-de-obra precisa estar lá e a infra-estrutura precisa estar madura", explicou o executivo. "São Paulo é bem cara." Além de empresas brasileiras e das subsidiárias de multinacionais instaladas no País, a Satyam atende daqui clientes nos Estados Unidos, Europa e até no Japão.

A Índia exporta US$ 52 bilhões em software e serviços por ano. O Brasil exportou US$ 800 milhões no ano passado. Existe muito espaço para crescer. Mynampati apontou dois obstáculos principais para o crescimento do País nessa área: a disponibilidade de pessoal fluente em outras línguas, principalmente o inglês, e os encargos trabalhistas, que são muito menores em países como a Índia.

O Brasil corresponde a cerca de 1% do faturamento global da Satyam, que alcançou US$ 1,5 bilhão no ano passado. A Satyam faz parte da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), que tem como principal objetivo promover a exportação de software e serviços a partir do Brasil.

A TCS, maior empresa indiana de serviços de tecnologia, está no Brasil há cinco anos, e tem 1,5 mil funcionários no País. "Temos 100 pessoas dedicadas à exportação", disse Cesar Castelli, presidente da TCS no Brasil. "Normalmente, esses contratos são fechados a partir do Brasil."

A empresa planeja contratar mais 500 pessoas até março de 2010. Metade da equipe nova será dedicada à exportação. "Os clientes internacionais querem reduzir o risco", disse Castelli. As multinacionais sentem a necessidade de serem atendidas por outros países além da Índia, mesmo que por empresas indianas.

"As multinacionais americanas e européias têm subsidiárias em São Paulo, muitas vezes responsáveis pela operação da América Latina", destacou o presidente da TCS. "Seria natural se o Brasil fosse o maior centro de exportação para a América Latina, mas os encargos são muito grandes e o dólar não estava ajudando."

Antes da valorização recente do dólar, o Brasil chegava a ser 50% mais caro que a Índia. "Acho que, a R$ 2, somos bastante competitivos." No ano fiscal encerrado em março, o faturamento global da TCS chegou a US$ 5,7 bilhões. As informações são da edição de sábado do O Estado de S. Paulo.

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