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Índia e países do sudeste asiático prometem ressuscitar Rodada Doha

Os ministros da Economia de 10 países do sudeste asiático que integram a Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) e seus principais sócios comerciais, inclusive a Índia, prometeram nesta quinta-feira aumentar seus esforços para alcançar um acordo mundial de comércio.

AFP |

A Rodada Doha de liberalização comercial, impulsionada pela OMC (Organização Mundial do Comércio), fracassou em julho em Genebra devido a uma divergência entre a Índia e os Estados Unidos sobre um mecanismo de salvaguarda que habilite tarifas aduaneiras especiais para os produtos agrícolas se as importações subirem ou os preços caírem.

Os países da OMC não atingiram as metas fixadas para a conclusão da Rodada Doha, que foi lançada em 2001 na capital do Qatar.

"Os ministros se comprometeram a intensificar esforços nas próximas semanas para retomar as negociações e conseguir consenso nas áreas restantes antes que a janela de oportunidades se feche", disse um comunicado da Asean, mais Austrália, China, Índia, Japão, Nova Zelândia e Coréia do Sul.

"Os ministros concordaram que todas as economias devem trabalhar juntas para preservar o que conseguiram até agora, e mostrar compromissos construtivos e contínuos para concluir a Rodada de Doha", disse o comunicado, divulgado após um alomoço de trabalho.

Os ministros destacaram que um acordo mundial de comércio é indipensável para continuar crescendo.

"Os ministro também destacaram a importância de concluir a Rodada para alcançar objetivos de desenvolvimento e para responder de maneira efetiva à crise de alimentos e à crise financeira mundial", acrescentaram.

A Índia e outros países em desenvolvimento queriam que o mecanismo da discórdia fosse ativado a um nível menor de alta das importações para proteger seus milhões de camponeses dos países.

Os Estados Unidos se negaram a aceitar a proposta indiana segundo a qual as nações em desenvolvimento poderiam aumentar suas tarifas em 25%, sobre os produtos agrícolas, se as importações subissem 15%.

Washington insistiu que as tarifas adicionais só deveriam ser aplicadas se as importações aumentassem 40%.

"Os países em desenvolvimento estão trabalhando em um acordo para acabar com o estancamento", disse nesta quarta-feira a ministra de Comércio indonésia, Mari Pangestu.

A Indonésia é o coordenador do Grupo dos 33 (G33) países em desenvolvimento. Enquanto as negociações da OMC não terminam, os 10 ministros da Asean anunciaram nesta quinta-feira a conclusão de tratados de livre comércio com Índia, Austrália e Nova Zelândia, completando uma série de acordos com todos os seus sócios comerciais regionais chaves.

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