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Índia culpa o Brasil por fiasco no G-7

GENEBRA - O ministro de Comércio da Índia, Kamal Nath, mandou carta ao diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, na qual rejeita as críticas de que seu país teria causado o fiasco da última tentativa de reanimar a Rodada Doha e sugere que outros contribuíram para isso, incluindo o Brasil. Na carta, enviada quarta-feira, à qual o Valor teve acesso, Nath dá uma versão detalhada de seus negociadores sobre o que ocorreu nas reuniões do G-7 (Brasil, EUA, União Européia, China, Índia, Japão e Austrália), semana passada em Genebra, quando a idéia era negociar até obter um esboço de acordo agrícola. Relata que também China e EUA não aceitaram propostas sobre o polêmico mecanismo de salvaguarda especial, para que países em desenvolvimento pudessem frear súbita elevação de importações. Conta que a negociação também ficou inconclusiva , com o Brasil indicando que só examinaria a criação de mais cotas agrícolas pelos importadores, reduzindo a liberalização, se obtivesse volume substancial para exportações de etanol nos EUA e UE.

Valor Online |

Quanto à UE, diz Nath, deixou claro que resistiria à simplificação de tarifas.

Nath queixa-se de que, quando a UE fez uma última proposta sobre o mecanismo de salvaguarda especial na agricultura, advertiu, junto com o Brasil e a Austrália, que era " pegar ou largar " . No ultimo dia da reunião, foi a vez da China também dizer que tinha " sérias objeções " à proposta. A versão de Nath era contestada ontem por diferentes fontes que tiveram acesso aos relatos da reunião do G-7.

(Assis Moreira | Valor Econômico)

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