Índia, Brasil e África do Sul (Ibas) anunciaram hoje a decisão de construir conjuntamente dois satélites - um para estudo climático e um para observação da Terra. O anúncio foi feito após reunião dos governantes dos três países, no Palácio do Itamaraty.

Índia, Brasil e África do Sul (Ibas) anunciaram hoje a decisão de construir conjuntamente dois satélites - um para estudo climático e um para observação da Terra. O anúncio foi feito após reunião dos governantes dos três países, no Palácio do Itamaraty. Em discurso a jornalistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ter muita confiança no futuro do Ibas. Lula afirmou que, além da construção dos satélites, os países do BRIC devem aumentar a cooperação na área de ciência, tecnologia e inovação e em energia solar. O presidente brasileiro acrescentou que os três países consideram importante a continuidade das negociações da Rodada Doha, que, segundo ele, ajudará a corrigir "anomalias" no comércio mundial. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Sing, disse que os três países estão unidos em torno de objetivos como segurança alimentar, inclusão social e segurança de energia. Ele disse que o Ibas está em fase de consolidação, mas é um instrumento que já se desenvolveu e se tornou uma organização vibrante. "Quero homenagear a visão pioneira do presidente Lula, que contribuiu para o Ibas se tornar um fórum inovador para a cooperação Sul-Sul", declarou Sing. Já o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, afirmou que seu país está animado com o projeto de construção dos satélites do Ibas. Segundo ele, os satélites servirão de apoio a outras áreas, como agricultura, educação, saúde, comércio, energia e transportes. Zuma disse ainda que os países do Ibas trabalharão juntos na reforma do Conselho de Segurança da ONU e outros organismos internacionais para que se tornem mais representativos e mais democráticos e respondam de forma mais efetiva aos interesses dos pobres. Zuma destacou a necessidade de continuidade das discussões mundiais sobre mudanças climáticas. Ele chamou a atenção para o fato de que, em novembro e dezembro próximos, será realizada em Cancún, no México, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-16).

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