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Incorporadora PDG compra a Agre

A PDG Realty anunciou ontem à noite a compra da Agre, criando a maior incorporadora imobiliária do País. Somadas, as duas empresas têm vendas anuais de R$ 4,2 bilhões, patrimônio de R$ 4,8 bilhões e lançamentos de R$ 7 bilhões previstos para este ano.

AE |

A PDG Realty anunciou ontem à noite a compra da Agre, criando a maior incorporadora imobiliária do País. Somadas, as duas empresas têm vendas anuais de R$ 4,2 bilhões, patrimônio de R$ 4,8 bilhões e lançamentos de R$ 7 bilhões previstos para este ano. Em valor de mercado, perdia ontem por muito pouco para a então líder Cyrela - enquanto a incorporadora de Elie Horn valia R$ 9 bilhões, a PDG e a Agre valem, juntas, R$ 8,8 bilhões.

O negócio foi fechado em apenas 15 dias. Não houve pagamento em dinheiro, apenas troca de ações. As duas empresas foram avaliadas pela média dos últimos dez pregões. Com a venda, o bilionário espanhol Enrique Bañuelos - que em fevereiro do ano passado comprou o controle da Abyara junto com a Agra - será um dos principais acionistas da PDG, com cerca de 5% da companhia. A Vinci Partners, empresa de investimento de Gilberto Sayão (ex-sócio do Banco Pactual e um dos fundadores da PDG) terá uma participação semelhante.

Desde o começo do ano, a PDG tornou-se a primeira e única “corporation” (empresa sem controlador) do mercado imobiliário brasileiro. A empresa foi criada pelo fundo que administrava o dinheiro dos ex-sócios do Pactual. Em janeiro, o grupo vendeu a sua parte na Bovespa em conjunto. Alguns acionistas, como Sayão, continuaram na companhia, porém com participação minoritária.

O conselho de administração reeleito na quinta-feira passada - antes, portanto, do anúncio da aquisição - permanecerá o mesmo. Sayão continuará à frente do conselho. Embora seja um acionista relevante, Bañuelos não terá assento no conselho, formado por oito membros. O espanhol normalmente não participa dos conselhos das suas empresas.

“A Agre nos procurou no fim do ano passado, quando estávamos no meio da preparação para o follow on (emissão de ações) da PDG. Na época, não tínhamos condições de olhar o negócio. Há 15 dias, nós voltamos atrás e procuramos a Agre. Eles ainda estavam interessados em vender”, afirma o presidente da PDG Realty, José Antonio Grabowsky.

“Foi rápido, porque a Agre era uma empresa aberta, com liquidez e auditada pela mesma empresa que a PDG. Para o controlador da Agre, fazia mais sentido ter uma participação menor de uma empresa melhor.”

No pregão de ontem, a PDG estava avaliada em R$ 6,41 bilhões, a segunda maior, atrás apenas da Cyrela, enquanto a Agre era a quinta mais valiosa do setor imobiliário na Bovespa. A primeira lançou, vendeu e lucrou mais que a segunda no ano passado.

Gestão

A Agre, que engloba as incorporadoras Abyara, Agra e Klabin Segall, continuará sendo tocada pelos três sócios executivos: Luiz Roberto Pinto, Ricardo Setton e Fernando Alburquerque. “Eles vão cuidar da área comercial, porque fazem bem essa parte. Já a PDG vai cuidar das áreas financeira e de backoffice”, explica Grabowsky. Segundo o Estado apurou, Bañuelos estava insatisfeito com a gestão financeira da Agre. Queria mais agressividade, exatamente nos moldes do que faz a PDG, “uma empresa com olhar financeiro e não de engenheiros”, disse um executivo próximo à empresa.

Até o fim do ano passado, a direção da PDG via a Agre com ressalvas. Naquela ocasião, era um negócio que ainda precisava ser provado. Mas resolveu voltar atrás neste ano.

Para a PDG, que tem foco em empreendimentos para famílias de baixa e média renda, o objetivo da aquisição é aumentar sua exposição nos outros segmentos. “Além disso, a Agre tem um banco de terrenos enorme - de R$ 18,3 bilhões, contra R$ 10,3 bilhões da PDG - , que faz muita diferença hoje. Está muito mais difícil e mais caro comprar terreno”, explica Grabowsky.

Uma das vantagens de ser uma empresa sem controlador é que os processos de fusão e aquisição se tornam mais fáceis. A PDG já tentou - sem sucesso - comprar algumas empresas do setor, que ainda se mostra resistente em mudar de mãos.

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