Por Shaheen Pasha DUBAI (Reuters) - O trilionário setor financeiro islâmico está passando ao largo das dificuldades da incorporadora Nakheel de Dubai e mirando reformas que podem ajudar a atrair mais atores ocidentais.

A Dubai World sacudiu os mercados globais em novembro, quando pediu um adiamento no reembolso dos 26 bilhões de dólares em dívidas. Um sukuk, ou ação islâmica, de 4,1 bilhão de dólares de sua unidade em Nakheel reduziu as perdas graças a um socorro financeiro de Abu Dhabi.

Mas a Nakheel criou desconfiança em relação às finanças islâmicas quando os mercados globais começaram a questionar se a estrutura islâmica do negócio seria a culpada.

"A indústria financeira islâmica ainda não tinha sofrido sua primeira crise naquele momento, e as pessoas não sabiam o que pensar", disse Michael McMillen, sócio do escritório de advocacia Fulbright & Jaworski LLP.

"No começo, as pessoas hesitaram ao ver os rumores crescentes de como a dívida da Nakheel seria devastadora para a indústria financeira islâmica."

A hesitação inicial se tornou interesse à medida que surgiram oportunidades para atores ocidentais especializados em contas em dificuldades, disse ele.

Aqueles inicialmente desconfiados do setor começam a esperar que a reestruturação da Dubai World ajude a região a criar leis de falência mais claras e melhorar a transparência.

Dois banqueiros de instituições de investimento com sede no Golfo Pérsico disseram ter notado um aumento no interesse de clientes ocidentais nos últimos meses. O mercado vem se abrindo lentamente à medida que os clientes separam o crédito da Nakheel da opulência do mercado em geral.

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