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Incertezas com a Petrobras e crise dos EUA derrubam bolsa

Incertezas sobre o futuro da Petrobras e más notícias no setor financeiro americano fizeram a Bolsa Valores de São Paulo (Bovespa) começar a semana em terreno negativo. No pregão de ontem, a bolsa paulista caiu 2,46% (54.

Agência Estado |

477 pontos) e elevou para 14,73% as perdas de 2008. No período de um ano, os ganhos recuaram para apenas 2,79%. O volume financeiro da bolsa caiu para R$ 2,58 bilhões ontem, o menor nível desde 3 de setembro do ano passado.

O desempenho negativo começou a se desenhar no fim de semana, com as notícias de que o governo federal estuda desapropriar áreas da Petrobras que tenham alguma ligação com o pré-sal. A possível proposta não foi bem recebida pelo mercado financeiro, apesar das declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que vai preservar os contratos, independentemente do modelo adotado.

As palavras do ministro, porém, não conseguiram reverter o pessimismo dos investidores. As ações preferenciais (PN) da estatal - que têm participação de 15,499% no índice da Bovespa - despencaram 4,34% no pregão de ontem, elevando para 23,14% a desvalorização do ano.

As últimas quedas devolveram boa parte dos ganhos obtidos desde que a estatal anunciou as descobertas, em setembro de 2007. Na ocasião, os papéis (PN) estavam cotados em R$ 26,65. Chegaram a R$ 52,51 em maio e agora estão em R$ 33,89. "Todo esse ruído com o novo modelo traz muita incerteza ao investidor, que neste momento prefere se desfazer dos papéis e embolsar os lucros", diz o economista da MCM Consultores, Antônio Madeira.

Além da Petrobras, os papéis de sócias da estatal no Brasil em áreas já licitadas também fecharam em queda. A espanhola Repsol, por exemplo, terminou o dia em queda de 2,04%, em Nova York, e 1,56% em Madri. Já as ações da portuguesa Galp caíram 0,15% em Lisboa. A OGX, do empresário Eike Batista, caiu 5,84%.

Na avaliação do economista-chefe do Banco Pactual, José Francisco de Lima Gonçalves, há um certo exagero em torno do novo modelo do setor de petróleo. "Mesmo que haja uma nova empresa, é impossível tirar a Petrobras do mercado por toda sua experiência no setor."

Mercado Americano

Não bastasse o mau humor com a Petrobras, o mercado externo também não trouxe boas notícias. A saúde das instituições financeiras americanas voltou a preocupar, depois do anúncio de falência do nono banco americano, o Columbian Bank and Trust - um banco de pequeno porte para os padrões americanos.

O desconforto dos investidores foi intensificado com dados ruins sobre o mercado imobiliário. O principal foi o estoque recorde de imóveis à venda, um sinal de que os preços dos imóveis vão cair mais, destaca o economista da Sul América Investimentos, Newton Rosa.

O problema é que muitos imóveis foram usados como garantia de empréstimo. Ao ter seu valor reduzido, os bancos são obrigados a reconhecer as perdas no seu balanço, explica Antônio Madeira, da MCM Consultores. O cenário negativo fez as bolsas americanas fecharam em queda. O Dow Jones caiu 2,08%, o Nasdaq, 2,03%, e o S&P 100, 1,97%.

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