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Incerteza sobre AIG abala Bolsas mundiais

O destino do gigante americano de seguros AIG, que pode declarar concordata, assim como o banco de investimentos Lehman Brothers, abalou nesta terça-feira a maioria das Bolsas mundiais, mas Wall Street conseguiu se recuperar do furacão financeiro da véspera.

AFP |

O American International Group (AIG), uma das maiores companhias de seguros do mundo, entrou em queda livre e perdeu 60,8% ontem, após ceder 31% na sexta-feira. No pregão de hoje, o papel da seguradora caiu 21,22%, sendo cotado a 3,75 dólares.

A AIG faz, agora, uma corrida contra o relógio para captar os 75 bilhões de dólares necessários para escapar da falência e não se tornar a próxima vítima da crise do crédito.

As três principais agências de classificação de risco financeiro - Standard & Poor's, Moody's e Fitch - reduziram a nota da AIG, e o "Wall Street Journal" afirmou hoje que a seguradora será obrigada a pedir concordata, se não reunir o capital suficiente até esta quarta-feira.

Depois da forte queda na véspera e de uma sessão muito volátil, em um mercado atento ao futuro da AIG, os índices voltaram a registrar resultados positivos no final do dia. Com isso, a Bolsa de Nova York se recuperou hoje, com o Dow Jones encerrando em alta de 1,30% e o Nasdaq, 1,28%.

"Tivemos uma recuperação técnica", explicou Art Hogan, da Jefferies.

"Acredita-se, no mercado, que o Fed (Federal Reserve, o Banco Central americano) poderá intervir em favor da AIG, que subitamente limitou suas perdas. Mas são apenas especulações, na verdade, ninguém sabe", disse o analista.

As Bolsas da Europa Ocidental limitaram suas perdas. A maior queda ocorreu em Londres, que perdeu 3,43%, especialmente sob o forte retrocesso do título do Banco HBOS. Os Bancos Centrais agiram para acalmar os ânimos e injetaram dinheiro no mercado.

O Fed anunciou hoje a injeção de 50 bilhões de dólares e, finalmente, decidiu manter sua taxa básica em 2%, destacando que a tensão nos mercados financeiros "aumentou fortemente".

O Banco Central Europeu (BCE) injetou 70 bilhões de euros no mercado monetário da Eurozona, um valor duas vezes superior ao liberado na véspera.

O Banco da Inglaterra anunciou a injeção de 20 bilhões de libras (35,6 bilhões de dólares), e o Banco do Japão (BoJ) disponibilizou 2,5 trilhões de ienes (16,7 bilhões de euros).

Em Londres, o índice Footsie-100 caiu abaixo dos 5 mil pontos, seu menor nível desde junho de 2005, mas reagiu parcialmente e fechou um pouco acima dessa barreira psicológica.

Após ter perdido 18% na segunda-feira, a ação do grupo bancário Halifax-Bank of Scotland perdeu mais de 37% durante o pregão de hoje, acumulando um recuo de 51% desde o início da semana e de 63% nos últimos 12 meses.

Frankfurt limitou sua queda em 1,63% e Paris cedeu 1,96%, após as injeções de dinheiro dos Bancos Centrais europeus.

O índice europeu Eurostoxx 50 caiu 1,99%. Zurique perdeu 2,97%; Milão, 2,85%; Amsterdã, 3,59%; e Estocolmo, 1,66%. Apenas Madri avançou, com 0,11%.

Na Ásia, Tóquio perdeu 4,95%, chegando a seu nível mais baixo em três anos.

A Bolsa de Seul perdeu 6,1%, e Hong Kong, 5,44%.

Na China, o índice Xangai Composite terminou a sessão em queda de 4,47%.

Em todas as praças, os papéis dos Bancos foram os mais afetados.

Em Tóquio, as ações dos grandes bancos japoneses, como Mizuho Financial Group, Mitsubishi UFJ Financial Group, Sumitomo Mitsui Financial Group, Aozora Bank e Resona Holdings, alguns dos quais são importantes credores do Banco americano Lehman Brothers, perderam mais de 10%.

acc/LR/tt

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